Por que desconta a raiva em pessoas próximas? / Conflitos gerados por “explosões”

pessoa bomba relogioA dificuldade em dizer “nãos” aos colegas do trabalho, amigos ou desconhecidos, pode levar a pessoa a ficar angustiada e irritada. Muitas vezes, ela se torna intolerante e agressiva com a família, com aqueles que moram junto dela. Isso costuma se tornar um grande problema para o convívio e o dia a dia entre os que moram juntos.

A pessoa pode perceber a própria irritação dentro de sua casa. É comum a frase: “eu sou uma pessoa fora de casa, e outra completamente diferente dentro de casa”.

Por “segurar” e deixar de falar o que a incomoda, ao chegar a sua casa a pessoa “desconta” falando tudo aquilo que ela “engoliu”. Passa do oito para o oitenta, sendo impositiva, agressiva e impaciente. Aqueles mais próximos e com maior intimidade são os que mais “recebem” essas explosões. Quando isso acontece, o lar pode ficar carregado e negativo.

É importante a pessoa refletir:

  • Será que desconto a minha raiva e minhas frustrações naqueles que convivem comigo? Por quê?
  • Esse meu comportamento está comprometendo a minha vida pessoal e profissional?
  • Qual o meu medo em me posicionar com alguém que não tenho intimidade? Será que realmente existem riscos reais caso eu fale algo?
  • Será que estou dizendo as coisas que quero para aqueles que quero falar, ou acabo falando o que não devo para quem me ama e apenas quer estar ao meu lado?

A pessoa precisa reconhecer as questões emocionais que geram esses comportamentos. A dificuldade aumenta quando acredita que não tem “bons” argumentos para estabelecer limites com os outros.

A insegurança, baixa autoestima, medos podem trazer sofrimento a quem não consegue se colocar diante as situações do dia a dia. Aqueles que estão próximos também podem sofrer com isso (namorados, esposos, filhos, pais,…). Muitas vezes, mesmo a pessoa tentando, ela não consegue mudar, sendo o psicólogo o profissional que pode ajudar a mudar esse cenário.

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Qual o risco em buscar a “pessoa perfeita”? / Dificuldades emocionais

A busca pela pessoa “perfeita” pode ter vários motivos, alguns podem ser:mundo amor

  • Receio de começar a se relacionar e sofrer, levando a pessoa a colocar barreiras para não se envolver com alguém.
  • Medo de discussões e desentendimentos (O amadurecimento emocional pode nascer de opiniões e pensamentos diferentes. Assim, as pessoas podem se conhecer de forma profunda, entendendo aquilo que cada um sente e pensa)
  • Preocupação em perder a pessoa que conquistou e se “acostumou”. Medo de se sentir rejeitado, com pensamentos como: “não sou bom suficiente para ser amado”
  • Dificuldade de assumir compromissos e compartilhar a vida com alguém

Em vez de viver e lidar com a realidade de um relacionamento, a pessoa prefere fantasiar alguém ideal. Por isso não é raro que busque defeitos e desculpas para não se envolver com alguém que desperte seu interesse.

No fundo ela busca no “outro perfeito” qualidades ou uma vida que ela própria gostaria de ter. Pensa que estando ao lado de alguém “perfeito”, será considerada “melhor e mais interessante”, tendo a falsa sensação de se sentir mais segura e valorizada.

A pessoa não se aceita, o que gera dificuldade em aceitar o outro “imperfeito”.

É necessária honestidade consigo mesmo, se perguntando:

  • Quais as principais qualidades que desejo em alguém? E quais as principais dificuldades e comportamentos negativos (“defeitos”) que não quero em uma pessoa?
  • O que realmente acho importante na relação amorosa? Que “tipos” de pessoas me fariam bem e teriam afinidades com a minha personalidade e projetos pessoais?

No começo da relação amorosa é natural idealizar o outro. Depois de algum tempo, surgem desafios que precisam ser enfrentados, exigindo que cada um do casal supere suas próprias dificuldades. Isso é normal, porque são pessoas diferentes que precisarão lidar com suas frustrações, nem a pessoa e nem o companheiro serão perfeitos.

É preciso superar as inseguranças e a baixa autoestima. A auto aceitação deve existir independente de ter alguém ao lado ou não. Todos têm suas qualidades e dificuldades (“defeitos”). Quando a pessoa não consegue lidar com essas questões, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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“não sinto vontade de fazer as coisas” / Formas de vencer o desânimo e ter disposição para a vida

Man wearing eyeglassesAlgumas pessoas se sentem “perdidas”, sem vontade de “fazer suas coisas” ou “fazer algo na vida”. Acreditam que suas vidas não têm sentido, que são incapazes ou que não são “boas o suficiente”.

É importante investimento e dedicação (nas relações pessoais, na saúde física e emocional, ter momentos de lazer, criar projetos na carreira, …). A pessoa que espera a vontade “aparecer” para então criar projetos em sua vida, pode ficar desanimada, deixando a “vida passar”.

Às vezes a pessoa acredita que um dia sua vontade “aparecerá” como num passe de mágica, mas isso é pouco provável. É difícil sentir disposição para fazer as coisas sem antes descobrir quais são os seus interesses. Para isso é preciso “experimentar”, começando a provar aquilo que possa se tornar um interesse algum dia:

  • Selecionar “coisas” que possam se tornar um desejo ou interesse
  • Planejar e traçar metas sobre esses possíveis interesses
  • “Fazer a coisa acontecer” (ter ação)
  • Dar continuidade àquilo que se propôs.

A vontade e a motivação costumam vir junto com a sensação de bem estar, com a expectativa de se sentir “completo”, com o comprometimento e objetivo de viver a vida. Mas mesmo assim não é sempre que as pessoas sentem disposição para as coisas, não por isso elas abandonam os seus interesses ou abandonam a elas mesmas. Por exemplo:

  • Mesmo sentindo preguiça em alguns momentos, a pessoa pratica atividades físicas.
  • Nem sempre a pessoa quer levantar todos os dias de manhã da cama para trabalhar (mesmo gostando da profissão), mas ela “liga no automático” e simplesmente “vai”.

É “muito bom” ter perspectivas e sonhos, mas isso só é possível se a pessoa souber o que ela quer. O autoconhecimento e o esforço são necessários para se sentir estimulada. É fundamental criar objetivos e “correr” atrás deles para então sentir a Vontade.

Quando a pessoa não consegue fazer isso, é importante o acompanhamento com o psicólogo. O psicólogo auxilia a pessoa entender sobre si, sobre as suas necessidades, sobre os seus interesses, ajudando  superar os conflitos emocionais e traça objetivos para o seu bem estar.

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“não consigo relaxar, não consigo parar” / Sente culpa quando tem momentos para si

Algumas vezes a pessoa pode se sentir culpada quando pensa em ter um tempo durante a semana para si, como por exemplo, para:dupla jornada

  • Passear, relaxar, dançar, ler um bom livro
  • Paquerar ou namorar (pessoas casadas, que tem filhos, podem ter esse sentimento de culpa)
  • Ou simplesmente um tempo para “não fazer nada”

 A pessoa acredita que se ela fizer alguma coisa para relaxar ou se divertir, estará sendo irresponsável. Ela se cobra muito, acha que a vida deve ser apenas (ou grande parte) de responsabilidades e obrigações. Pensa ou fala: “Parece errado fazer algo para mim (como nos exemplos citados acima), me sinto mal”. Normalmente esse pensamento é acompanhado de sentimentos de insegurança e baixa autoestima.

A pessoa tem a sensação de estar sempre em dívida, precisando fazer “algo produtivo”. Isso pode gerar muita ansiedade e agitação, fazendo com que ela “nunca pare”. Esse estado emocional e de comportamento agitado pode trazer grande risco para a sua saúde física e emocional. Cedo ou tarde a pessoa chegará ao seu limite, apresentando sintomas de desgaste e exaustão (estresse, depressão, dores no corpo, problemas de saúde…).

É interessante perceber:

  • Tenho dificuldade em relaxar?
  • Acho que momentos de diversão é perda de tempo?
  • Não consigo ficar sem pensar nas minhas responsabilidades?

Se as respostas forem “sim” para essas perguntas, é sinal de alerta.

Provavelmente a pessoa passou por situações ou aprendizados que a levaram a agir de forma muito rígida em sua vida. É necessário entender o que leva a essa cobrança excessiva consigo mesma.

 É importante o equilíbrio, em que a pessoa possa cumprir com seus compromissos, mas também possa ter momentos de descanso e lazer. É indicado o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa tem dificuldade em relaxar e baixar o nível de agitação.

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“Vou me aposentar, e agora?” / Quais são os conflitos emocionais e as mudanças que podem acontecer quando se aposenta?

A aposentadoria significa nova etapa de vida, de possíveis transformações. A mudança acontecerá, e com isso será necessário a pessoa se adaptar e conduzir o seu dia a dia de um jeito diferente.tirando gravada

Normalmente a aposentadoria é momento de reflexão sobre a trajetória de vida percorrida, sobre as realizações (ou não realizações) pessoais e profissionais, e também sobre “qual é o sentido da própria vida”.

 Quem está se aposentando poderá ter perdas e ganhos. A pessoa poderá ter mais perdas ou mais ganhos dependendo da forma que ela encarar:

  • Normalmente a pessoa que fica feliz com a aposentadoria conhece aquilo que a traz satisfação, motivação e interesse. Entende como uma oportunidade de desfrutar tudo o que conquistou trabalhando, podendo ter mais tempo para suas relações, para atividades físicas, culturais e de lazer. Ela cria uma nova rotina, planejando esse momento para realizar desejos que antes não podia por falta de tempo. O autoconhecimento ajuda a identificar aquilo que a deixa estimulada.
  •  Já os que lamentam estar se aposentando, com frequência acreditam que estar aposentado significa estar incapaz e improdutivo. A pessoa pensa que “o que você faz” é “quem você é”, levando-a ao sentimento de perder aquilo que preenchia a sua vida. Sente que perde a própria identidade, os objetivos e o sentido da vida. A vida se resumia ao trabalho, que muitas vezes era uma forma de fugir de todo o resto. O aposentado não sabe o que fazer com o “tempo livre”, não consegue planejar e organizar os seus dias. A dificuldade pode aumentar quando o aposentado passa a ter que lidar com os conflitos de relacionamento e os próprios conflitos emocionais que tentou ignorar durante anos. Isso tudo pode levar a sintomas de depressão e ansiedade.

É importante ter uma rotina com atividades, objetivos e meios traçados para se sentir feliz. É importante planejar a semana. Ser feliz exige esforço, e assim como a pessoa precisa lutar e traçar objetivos na vida profissional, é importante ela também ter esse movimento na vida pessoal, seja a pessoa aposentada ou não.

É fundamental construir interesses, exercitando e estimulando o corpo e a mente, sentindo-se desafiado com atividades que tragam prazer, como por exemplo:

  • Exercícios físicos, dança
  • Cursos de artes ou de alguma área do conhecimento que o interesse
  • Viagens

 Se a pessoa tem pensamentos negativos sobre se aposentar, provavelmente ela terá mais dificuldades em aceitar essa nova etapa da vida. Quando isso acontece, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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Por que a pessoa se sente perdida e incompleta? / Formas resgatar a própria vida

Alguns acham que a melhor forma de superar as dores é deixando de lado o sofrimento e não enfrentando os problemas emocionais. Dessa forma a pessoa se abandona, não olha para tudo aquilo que faz parte da sua história de vida.mala borboletas

Depois de alguns acontecimentos na vida, a pessoa pode ficar “fragmentada”. É como se algumas “partes” dela ficasse no passado, um pouco dela fosse “deixado e perdido” no tempo. Esse “jeito” de agir pode levar a pessoa se sentir incompleta, como se algo faltasse em sua vida.

A pessoa passa a sentir que não é dona do seu próprio “eu”.  Muitas vezes ela se vê de fora, como se assistisse sua vida passando, e de alguma forma ela não tivesse controle sobre aquilo, sem controle sobre si mesma. Quando se sente assim, é importante refletir:

  • Teve momentos difíceis na minha vida que eu não consegui superar? Quais são eles?
  • Eu “me acolhi e me dei colo” nesses momentos difíceis? Ou será que me deixei de lado?
  • Será que me permiti sentir as dores emocionais da época? Ou ignorei meus sentimentos e necessidades depois de tudo acontecer?
  • Existe uma parte de mim “perdida” no passado?

Refletir e resgatar o “eu” no passado não significa ficar remoendo e revivendo o sofrimento, mas sim aceitar e enfrentar os medos e as feridas emocionais.

O processo de resgatar o próprio “eu” deve ser por etapas, aos poucos, podendo ter o seu tempo para entender e achar formas de superar o que aconteceu. Respeitando o tempo para cicatrizar as feridas emocionais. Assim, a pessoa poderá se sentir mais segura e equilibrada, mais “completa” juntando os seus “pedaços” deixados no passado, superando e recuperando o seu “eu”. Normalmente a pessoa precisa de ajuda emocional para conseguir fazer isso, sendo o acompanhamento com o psicólogo indicado.

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“Meu namorado / esposa não me dá o que quero na relação” / Insatisfação no relacionamento amoroso

Rosa_e_EspinhoAlguns conflitos podem acontecer no relacionamento amoroso. A pessoa pode sentir que não “recebe” o suficiente do companheiro. Ela “cobra” do companheiro aquilo que acha importante na relação. Mas existe a possibilidade do parceiro não conseguir dar o que a pessoa quer. Ele pode se sentir frustrado, porque ele acredita que está dando o melhor dele nessa relação.

O companheiro acha que está dando rosas, e a pessoa acha que está recebendo espinhos.

É interessante a pessoa refletir:

  • Quais qualidades espero de um namorada / marido?  
  • É possível alguém ter as qualidades que desejo? Será que meu companheiro é realmente alguém que tem interesses, objetivos ou valores parecidos comigo? Aceito ele na sua essência?
  • Será que eu sou muito exigente, imagino alguém ideal, sem dificuldades ou “defeitos”?
  • Busco entender quais são as necessidades do meu companheiro? Dou espaço para ele dizer o que quer? Respeito as queixas e reclamações dele em relação a mim?

É importante que cada um entenda o que realmente quer em uma relação. A empatia (se colocar no lugar do outro) é necessária para conseguir saber o que realmente é possível nessa “troca”. Nem sempre o companheiro será capaz de “dar ou receber” o que a pessoa quer. Decepções acontecem nos relacionamentos.

É fundamental respeitar os próprios limites (e também os limites do outro), perceber o que a pessoa e o companheiro podem oferecer um para o outro, e se esse “dar e receber” serão o bastante para os dois.

O casal precisa prestar atenção na “real” necessidade de cada um, e assim estimular aquilo que o parceiro pode “dar” e melhorar (estimular sim, mas não cobrar). Mas para não ficar eternamente insatisfeitos, é interessante refletir sobre as perguntas feitas acima. Se alguém do casal ficar confuso sobre o que quer ou não quer, se é possível ou não é possível “dar e receber” do companheiro, é interessante o acompanhamento com o psicólogo.

Leia também:

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Será que a pessoa gosta de ficar em casa ou ela é insegura? / Baixa autoestima

Cada pessoa tem o seu jeito de “ser”. Tem aqueles que preferem sair e passear, e tem aqueles que preferem ficar em casa. A pessoa que prefere ficar em casa precisa refletir:escondido

  • Como me sinto quando fico em casa? Tranquilidade, felicidade? Tendo prazer em estar dentro casa?
  • Ou será que fico em casa porque tenho medos e inseguranças pessoais? Quando os outros me olham acho que estou sendo avaliada e sendo julgada?
  • Eu me cobro muito em relação a minha aparência e no meu modo de agir?

É importante a pessoa entender as suas escolhas. Muitas vezes ela não tem vontade de sair e se isola porque tem baixa autoestima e inseguranças. Acredita que é inferior, desinteressante e mal vista. Imagina que todos serão críticos quando a olharem.

A pessoa fala para os outros que se sente feliz em casa, mas no fundo ela se diz caseira porque tem medo de não ser aprovada e não ser aceita pelos outros. A falta de aceitação por si mesma a faz se sentir reprovada pelos outros. Na verdade é a própria pessoa quem se julga negativamente. A reprovação não está fora, mas dentro de si mesma. Dessa forma pode “arrumar desculpas” para não sair de casa:

  • “não tenho roupa para sair”
  • “não saio porque não tenho com quem deixar meus filhos”
  • “me divirto mais em casa do que quando eu saio”

O equilíbrio é importante para uma vida saudável. Não há nada de “errado” em ficar em casa, mas o exagero pode trazer prejuízos na vida da pessoa e ser sinal de “perigo emocional” (depressão, pânico, …). É necessário o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa passa a maior parte de sua vida “trancada” em casa, como se estivesse se escondendo dos seus medos e suas dificuldades emocionais.

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Projeta os medos ou raiva nos outros / O perigo está dentro de você

A pessoa pode ficar com marcas e feridas emocionais quando passa por “coisas ruins” durante sua vida. Quando ela não consegue “cicatrizar” e superar suas dores (emocionais), ela pode projetar seus problemas pessoais em alguém ou em acontecimentos.

As suas próprias dificuldades, problemas e sofrimentos são projetados para fora dela. Isso acontece porque a pessoa não consegue perceber e entender o que acontece dentro de si mesma. Projeta os seus medos, inseguranças, frustrações….

Ela pode ficar confusa e ter vários pensamentos e comportamentos negativos para sua vida, como por exemplo:projeta no outro

  • Vê comportamentos negativos no outro, mas que na verdade são comportamentos da própria pessoa (projeta no outro o que é seu).
  • Acha que os outros são responsáveis e causadores pelos problemas dela.
  • Torna os momentos difíceis em problemas muito maiores do que realmente são.

Fica presa em seu próprio sofrimento emocional, olhando o mundo e os outros com medo ou raiva. A pessoa se sente ameaçada por tudo e por todos, mas na verdade o perigo está dentro de si mesma. O perigo está na dificuldade em encarar, lidar e enfrentar os próprios sentimentos. Não conseguir superar as dores emocionais a deixa mais vulnerável emocionalmente. Isso pode levar a sintomas de ansiedade, depressão, estresse…

É importante reconhecer o que acontece “dentro de si mesmo”. Quando sente que não consegue “se entender”, é fundamental o acompanhamento com o psicólogo para não ter ainda mais prejuízos em sua vida.

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“Sinto culpa depois de comer” / O prazer acompanhado de angústia

culpa-depois-de-comerAlgumas pessoas falam que sentem culpa depois de comer de forma exagerada. Outras sentem mal estar por estar acima do peso. Mas mesmo com esses sentimentos negativos, dizem que comem por prazer, porque gostam da sensação de comer e degustar os alimentos.

As pessoas que tem dificuldade em lidar com os seus sentimentos e com os acontecimentos de sua vida (como perdas, frustração, estresse, entre outros) podem acabar “descarregando” suas angústias nos alimentos. Muitas vezes a pessoa não percebe seu comportamento, ou a quantidade de alimentos que consome. É interessante se questionar:

  • Será que sei saborear os alimentos, mastigando bem a comida? Ou como de forma compulsiva, em velocidade alta, não degustando os alimentos?
  • Consigo saber quando o meu corpo está satisfeito, quando estou saciado? Ou é difícil ter limites sabendo quando já comi o suficiente?
  • Costumo me enganar dizendo que não me alimento o suficiente para estar ganhando peso, ignorando a realidade e meus comportamentos alimentares?
  • Será que como por prazer ou será que me alimento por angustia, ansiedade, por conflitos emocionais?

É importante entender porque o “prazer” está acompanhado de sentimentos como culpa, tristeza, frustração ou decepção. É fundamental refletir:

  • Sei reconhecer e lidar com minhas emoções?
  • Consigo achar formas saudáveis de relaxar e lidar com minha ansiedade e estresse do dia a dia?
  • Sei o que realmente me traz satisfação na vida? Me conheço o suficiente para saber quais são os prazeres saudáveis que posso ter em minha vida?

Caso a pessoa perceba que tenha dificuldade em lidar com suas emoções e “descobrir” o que lhe traz sensações positivas de forma saudável, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.

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