“Meu namorado / esposa não me dá o que quero na relação” / Insatisfação no relacionamento amoroso

Rosa_e_EspinhoAlguns conflitos podem acontecer no relacionamento amoroso. A pessoa pode sentir que não “recebe” o suficiente do companheiro. Ela “cobra” do companheiro aquilo que acha importante na relação. Mas existe a possibilidade do parceiro não conseguir dar o que a pessoa quer. Ele pode se sentir frustrado, porque ele acredita que está dando o melhor dele nessa relação.

O companheiro acha que está dando rosas, e a pessoa acha que está recebendo espinhos.

É interessante a pessoa refletir:

  • Quais qualidades espero de um namorada / marido?  
  • É possível alguém ter as qualidades que desejo? Será que meu companheiro é realmente alguém que tem interesses, objetivos ou valores parecidos comigo? Aceito como ele é na sua essência?
  • Será que eu sou muito exigente, imagino alguém ideal, sem dificuldades ou “defeitos”?
  • Busco entender quais são as necessidades do meu companheiro? Dou espaço para ele dizer o que quer? Respeito as queixas e reclamações dele em relação a mim?

É importante que cada um entenda o que realmente quer em uma relação. A empatia (se colocar no lugar do outro) é necessária para conseguir saber o que realmente é possível nessa “troca”. Nem sempre o companheiro será capaz de “dar ou receber” o que a pessoa quer. Decepções acontecem nos relacionamentos.

É fundamental respeitar os próprios limites (e também os limites do outro), perceber o que a pessoa e o companheiro podem oferecer um para o outro, e se esse “dar e receber” serão o bastante para os dois.

O casal precisa prestar atenção na “real” necessidade de cada um, e assim estimular aquilo que o parceiro pode “dar” e melhorar (estimular sim, mas não cobrar). Mas para não ficar eternamente insatisfeitos, é interessante refletir sobre as perguntas feitas acima. Se alguém do casal ficar confuso sobre o que quer ou não quer, se é possível ou não é possível “dar e receber” do companheiro, é interessante o acompanhamento com o psicólogo.

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Será que a pessoa gosta de ficar em casa ou ela é insegura? / Baixa autoestima

Cada pessoa tem o seu jeito de “ser”. Tem aqueles que preferem sair e passear, e tem aqueles que preferem ficar em casa. A pessoa que prefere ficar em casa precisa refletir:escondido

  • Como me sinto quando fico em casa? Tranquilidade, felicidade? Tendo prazer em estar dentro casa?
  • Ou será que fico em casa porque tenho medos e inseguranças pessoais? Quando os outros me olham acho que estou sendo avaliada e sendo julgada?
  • Eu me cobro muito em relação a minha aparência e no meu modo de agir?

É importante a pessoa entender as suas escolhas. Muitas vezes ela não tem vontade de sair e se isola porque tem baixa autoestima e inseguranças. Acredita que é inferior, desinteressante e mal vista. Imagina que todos serão críticos quando a olharem.

A pessoa fala para os outros que se sente feliz em casa, mas no fundo ela se diz caseira porque tem medo de não ser aprovada e não ser aceita pelos outros. A falta de aceitação por si mesma a faz se sentir reprovada pelos outros. Na verdade é a própria pessoa quem se julga negativamente. A reprovação não está fora, mas dentro de si mesma. Dessa forma pode “arrumar desculpas” para não sair de casa:

  • “não tenho roupa para sair”
  • “não saio porque não tenho com quem deixar meus filhos”
  • “me divirto mais em casa do que quando eu saio”

O equilíbrio é importante para uma vida saudável. Não há nada de “errado” em ficar em casa, mas o exagero pode trazer prejuízos na vida da pessoa e ser sinal de “perigo emocional” (depressão, pânico, …). É necessário o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa passa a maior parte de sua vida “trancada” em casa, como se estivesse se escondendo dos seus medos e suas dificuldades emocionais.

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Projeta os medos ou raiva nos outros / O perigo está dentro de você

A pessoa pode ficar com marcas e feridas emocionais quando passa por “coisas ruins” durante sua vida. Quando ela não consegue “cicatrizar” e superar suas dores (emocionais), ela pode projetar seus problemas pessoais em alguém ou em acontecimentos.

As suas próprias dificuldades, problemas e sofrimentos são projetados para fora dela. Isso acontece porque a pessoa não consegue perceber e entender o que acontece dentro de si mesma. Projeta os seus medos, inseguranças, frustrações….

Ela pode ficar confusa e ter vários pensamentos e comportamentos negativos para sua vida, como por exemplo:projeta no outro

  • Vê comportamentos negativos no outro, mas que na verdade são comportamentos da própria pessoa (projeta no outro o que é seu).
  • Acha que os outros são responsáveis e causadores pelos problemas dela.
  • Torna os momentos difíceis em problemas muito maiores do que realmente são.

Fica presa em seu próprio sofrimento emocional, olhando o mundo e os outros com medo ou raiva. A pessoa se sente ameaçada por tudo e por todos, mas na verdade o perigo está dentro de si mesma. O perigo está na dificuldade em encarar, lidar e enfrentar os próprios sentimentos. Não conseguir superar as dores emocionais a deixa mais vulnerável emocionalmente. Isso pode levar a sintomas de ansiedade, depressão, estresse…

É importante reconhecer o que acontece “dentro de si mesmo”. Quando sente que não consegue “se entender”, é fundamental o acompanhamento com o psicólogo para não ter ainda mais prejuízos em sua vida.

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“Sinto culpa depois de comer” / O prazer acompanhado de angústia

culpa-depois-de-comerAlgumas pessoas falam que sentem culpa depois de comer de forma exagerada. Outras sentem mal estar por estar acima do peso. Mas mesmo com esses sentimentos negativos, dizem que comem por prazer, porque gostam da sensação de comer e degustar os alimentos.

As pessoas que tem dificuldade em lidar com os seus sentimentos e com os acontecimentos de sua vida (como perdas, frustração, estresse, entre outros) podem acabar “descarregando” suas angústias nos alimentos. Muitas vezes a pessoa não percebe seu comportamento, ou a quantidade de alimentos que consome. É interessante se questionar:

  • Será que sei saborear os alimentos, mastigando bem a comida? Ou como de forma compulsiva, em velocidade alta, não degustando os alimentos?
  • Consigo saber quando o meu corpo está satisfeito, quando estou saciado? Ou é difícil ter limites sabendo quando já comi o suficiente?
  • Costumo me enganar dizendo que não me alimento o suficiente para estar ganhando peso, ignorando a realidade e meus comportamentos alimentares?
  • Será que como por prazer ou será que me alimento por angustia, ansiedade, por conflitos emocionais?

É importante entender porque o “prazer” está acompanhado de sentimentos como culpa, tristeza, frustração ou decepção. É fundamental refletir:

  • Sei reconhecer e lidar com minhas emoções?
  • Consigo achar formas saudáveis de relaxar e lidar com minha ansiedade e estresse do dia a dia?
  • Sei o que realmente me traz satisfação na vida? Me conheço o suficiente para saber quais são os prazeres saudáveis que posso ter em minha vida?

Caso a pessoa perceba que tenha dificuldade em lidar com suas emoções e “descobrir” o que lhe traz sensações positivas de forma saudável, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.

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Sufoca o outro sempre querendo ele (a) ao seu lado / Sobrecarrega o companheiro(a) com seus pedidos

Algumas pessoas sufocam os seus namorados / esposas, exigindo excessiva atenção e carinho. Por mais que o parceiro demonstre o amor e seja afetuoso, parece que não é o suficiente para a pessoa. Ela aumenta cada vez mais as suas reclamações.sufocando-o-outro

Quando a pessoa é insegura, carente e com baixa autoestima, ela pode se tornar controladora, invadindo o espaço do amado. O parceiro se sente cada vez mais cobrado, tendo que “abrir mão” de si mesmo por causa das pressões da pessoa. Dessa forma, o comportamento da pessoa pode fazer com que companheiro se canse e reavalie se deseja permanecer nessa relação sufocante.

É importante a pessoa se questionar:

  • Sinto necessidade de sempre agradar o meu namorada / marido por medo dele se afastar ou me abandonar?
  • Responsabilizo meu companheiro pela minha felicidade e “boa” autoestima?
  • Cobro os meus gestos de carinho, como se o meu parceiro tivesse que “pagar por tudo” o que eu faço?
  • Reconheço o amor e o carinho que o meu companheiro demonstra?

Não é saudável tornar o outro “tudo para você”, como se você não fosse capaz de viver ou ser feliz sem ele. Também não é positivo tentar “ser tudo para o outro”, como se ele tivesse que estar feliz somente quando você estiver ao seu lado.

É importante sinalizar e dizer ao seu companheiro o que gostaria que ele fizesse, e também falar o que te incomoda. Mas antes de expor seus sentimentos, avalie se o que está querendo pedir e dizer é realmente saudável e sensato.  É um problema quando a pessoa quer “aprisionar” seu namorado / esposa, impedindo que ele tenha privacidade, amigos ou alegrias sem ela ao lado dele.

Invadir o espaço do outro é negativo. Se o companheiro não tiver o tempo e espaço para viver e demonstrar o carinho dele por você, ele pode nunca ter a iniciativa e a espontaneidade de dizer o quanto gosta de você. Isso pode levar ele a não te valorizar.

É importante se valorizar e curtir os momentos sem o namorado / esposa. É indicado o acompanhamento com o psicólogo caso tenha a sensação de dependência pelo companheiro, como se você fosse “refém” dos seus medos na relação amorosa.

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“Ele(a) não consegue aceitar críticas” / Passos para aproveitar as críticas

tapando ouvidosNão aceitar os conselhos e críticas, significa perder a oportunidade de aprender com seus erros,  de melhorar seus comportamentos e de superar suas dificuldades. Quanto mais inflexível a pessoa for, ou quanto mais ela ignorar seus próprios “defeitos”, maior poderão ser seus problemas.

É importante pensar:

  • Consigo escutar as críticas e busco refletir sobre elas? Será que posso tirar algo de bom do que falam?
  • Tenho dificuldade em admitir e me responsabilizar sobre meus erros? 
  • Percebo os sinais de que preciso mudar?

Não é fácil escutar críticas, mas é importante. Às vezes pode ficar triste e chateada com o que dizem, mas muito do que falam pode ser exatamente aquilo que a pessoa precisa escutar para mudar. É justamente o que está causando os prejuízos em sua vida.

Ao escutar críticas, é interessante a pessoa perceber o que está difícil admitir. Começar a trabalhar o seu emocional para conseguir melhorar os seus comportamentos. Tirar proveito  daquilo que é bom do que dizem, e deixar de fora as emoções negativas que podem surgir com as críticas.

Não é algo fácil entender o que é “bom” da crítica. Para isso, é importante o autoconhecimento. Quanto mais a pessoa souber lidar com os sentimentos negativos que podem surgir com as críticas, mais ela poderá aproveitar a crítica de forma positiva. O psicólogo pode ajudar a pessoa lidar com as críticas, com as emoções e inseguranças que podem vir com elas.

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“Minto porque não consigo dizer não” / O que essa mentira significa e causa na vida da pessoa? Por onde começar para mudar?

voce-sabe-dizer-naoA “mentira branca” é aquela mentira socialmente aceita, usada pela maioria das pessoas para melhorar os relacionamentos e evitar conflitos. Mas se torna preocupante quando a pessoa mente para conseguir dizer “não”, arranjando desculpas e justificativas para não contrariar ou desagradar os outros.

Frequentemente, ela acredita que se disser “não”, o outro vai a deixar. Ela não dá limites por medo de “perder o outro”. A pessoa precisa perceber que se não der limites aos outros, eles não a respeitarão, pelo contrário, desrespeitarão os seus limites e não a valorizarão por quem ela é.

Se sempre disser “sim” ou sempre arranjar desculpas para os seus “nãos”, estará reforçando e incentivando os outros a “explorarem”.

Não tem como agradar à todos. Nessa tentativa de agradar, a pessoa passa a vida se desagradando.

Nesse caso, normalmente mente porque não se aceita, não se respeita, não se valoriza, e por isso tem medo de ser rejeitada, porque na verdade é ela mesma quem se rejeita e se abandona.

Para superar as inseguranças é importante o autoconhecimento. Para começar a enfrentar esses medos, a pessoa pode refletir:

  • Será que você se gosta e se aceita? Você se respeita e faz com que os outros te respeitem?
  • Você está sendo sincera com os outros e com você mesma? Quais são os seus reais medos que te levam a mentir?
  • Quantas vezes você se prejudicou agindo assim?
  • Que “tipo” de pessoas você tem atraído para perto de você? Será que são pessoas que apenas querem se “aproveitar” de você? De alguma forma você “alimenta” esse comportamento nas pessoas?

Não existem pessoas perfeitas.

A pessoa se tornará muito mais interessante e autentica quando se sentir segura para estabelecer limites com os outros. 

Precisa se perguntar: “estou pronta para assumir quem eu realmente sou?” Caso a resposta seja “não”, é indicado o acompanhamento com o psicólogo, pois manter mentiras irá “matar” a pessoa por dentro, “matando” sua identidade e sua autoestima.

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“Não consigo superar a morte de alguém querido” / Começar a lidar com a perda (luto)

A morte traz sensações e emoções muito fortes, de impotência e falta de controle sobre a vida. É preciso ter consciênciamorte da dor da perda para começar a lidar com a morte.

Cada um sentirá, demonstrará e enfrentará a morte do seu jeito. Esse jeito vai ser influenciado por várias coisas, inclusive em como a pessoa morreu. Também o que ela representava para você, o tipo de relação e proximidade que você tinha com ela. Reflita:

  • Ela representava força e vitalidade, era a pessoa falecida que tornava a sua vida interessante e divertida?
  • Era alguém que dependia de você, e por isso você tirava o foco da sua própria vida, e assim não precisava olhar para si mesmo?
  • Ou ela o “representava”. De alguma forma ela assumia, resolvia as coisas e os problemas para você?

O motivo do medo e da dificuldade de lidar com a morte que já aconteceu há anos pode ser por várias questões que não necessariamente tem a ver com a morte, mas sim com a sua própria vida:

  • Será que você sabe viver? Você conhece aquilo que dá sentido para sua vida, atividades que te faz sentir feliz?
  • Como você lidou e lida com as perdas (não só mortes, mas também mudanças de emprego, términos de relacionamento…)?
  • Será que algo na sua vida já não estava “legal” que você acabou se apegando a essa morte para não encarar suas questões emocionais pendentes?

Muitas vezes, você precisará reaprender a viver depois de uma perda. As coisas não voltarão a ser como antes, elas serão diferentes de alguma forma. Será preciso aprender a lidar com a ausência do outro.

Lembre-se das coisas boas que a pessoa “deixou” antes de morrer. Dessa forma, a pessoa poderá permanecer presente na sua vida, de forma positiva. Você estará cultivando a essência dela, o que existia de bonito e positivo daquele que partiu.

É importante você permitir que os outros te deem ajuda e suporte emocional. Se você afastou ou não tem relação com outras pessoas, é fundamental buscar dar esse espaço e criar oportunidades para passar a ter relações sociais. Isso ajudará no seu processo em lidar com a perda / morte.

Cada um tem sua forma de pensar… independente das suas crenças, é essencial cultivar a sua espiritualidade, o seu “eu” interior.

Você é capaz de enfrentar essa dor. Se não está conseguindo, é fundamental o acompanhamento com o psicólogo para ele ajudar você a reaprender a viver.

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Relacionamentos amorosos destrutivos / “Por que e como eu deixei chegar a esse ponto?”

Relações amorosas destrutivas ultrapassam os limites e deixam marcas profundas. Pessoas que passam por relações intensas e desgastantes precisam olhar para dentro de si, refletindo sobre o próprio “eu”, entendendo o que as levou a se envolver e tolerar relacionamentos conturbados.relações destrutivas

Pense: O que levou a chegar a esse ponto da relação? Provavelmente não foi do dia para a noite que aconteceram tantas coisas ruins. Possivelmente já havia muitas coisas acontecendo antes de chegar ao extremo.

Tente perceber os “sinais” que demonstravam que “tinha algo de errado nessa relação”. Avalie o que foi legal e o que não foi legal nesse relacionamento. O que foi verdadeiro e o que não foi verdadeiro.

O que você poderia ter feito para não chegar a esse ponto? O que você deve melhorar e mudar nos seus comportamentos?

É muito provável que você tenha questões emocionais que precisa refletir e superar. Entender e aprender com o que acontece ou aconteceu. Reflita:

  • Você se envolve com pessoas que te prejudicam? O que te atrai nessas relações?
  • Você também possui comportamentos instáveis e preocupantes?
  • Você tem medo de ficar sozinho?
  • Consegue dar limites nas relações amorosas? E você soube e sabe dar limites a si mesmo?
  • O que você quer e não quer nas relações amorosas? Dá oportunidade para pessoas bacanas se aproximarem de você?

Dentro dessas questões descritas no texto (entre outras questões importantes na relação amorosa), é fundamental para uma relação saudável:

  • O respeito mútuo entre o casal, existindo limites de tolerância
  •  Cada um tenha a sua individualidade, em que os dois tenham o seu espaço (possam ter amigos, momentos de lazer e momentos com a família de origem…)
  • Os dois aprendam a falar sobre seus sentimentos e saibam escutar o companheiro, reconhecendo o que cada um precisa melhorar e mudar. E depois desse entendimento, que tenham a ação para que as mudanças realmente aconteçam
  • Trocas positivas entre o casal, buscando ajudar um ao outro, motivando para o crescimento emocional e pessoal de cada um

Se você não consegue “fazer” com que as coisas melhorarem, busque um acompanhamento com psicólogo, ele pode te ajudar bastante nesse processo de autoconhecimento e superação.

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