Alimentação

“Sinto culpa depois de comer” / O prazer acompanhado de angústia

culpa-depois-de-comerAlgumas pessoas falam que sentem culpa depois de comer de forma exagerada. Outras sentem mal estar por estar acima do peso. Mas mesmo com esses sentimentos negativos, dizem que comem por prazer, porque gostam da sensação de comer e degustar os alimentos.

As pessoas que tem dificuldade em lidar com os seus sentimentos e com os acontecimentos de sua vida (como perdas, frustração, estresse, entre outros) podem acabar “descarregando” suas angústias nos alimentos. Muitas vezes a pessoa não percebe seu comportamento, ou a quantidade de alimentos que consome. É interessante se questionar:

  • Será que sei saborear os alimentos, mastigando bem a comida? Ou como de forma compulsiva, em velocidade alta, não degustando os alimentos?
  • Consigo saber quando o meu corpo está satisfeito, quando estou saciado? Ou é difícil ter limites sabendo quando já comi o suficiente?
  • Costumo me enganar dizendo que não me alimento o suficiente para estar ganhando peso, ignorando a realidade e meus comportamentos alimentares?
  • Será que como por prazer ou será que me alimento por angustia, ansiedade, por conflitos emocionais?

É importante entender porque o “prazer” está acompanhado de sentimentos como culpa, tristeza, frustração ou decepção. É fundamental refletir:

  • Sei reconhecer e lidar com minhas emoções?
  • Consigo achar formas saudáveis de relaxar e lidar com minha ansiedade e estresse do dia a dia?
  • Sei o que realmente me traz satisfação na vida? Me conheço o suficiente para saber quais são os prazeres saudáveis que posso ter em minha vida?

Caso a pessoa perceba que tenha dificuldade em lidar com suas emoções e “descobrir” o que lhe traz sensações positivas de forma saudável, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.

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Pessoas se colocam em risco por momentos de “prazer” / O que fazer?

olho prazer riscoAlgumas pessoas buscam sensações “fortes” / intensas, querem “adrenalina”. Muitas vezes, elas sentem atração por coisas perigosas que podem trazer riscos e problemas em suas vidas. Com o tempo, a pessoa não consegue ter controle sobre si, tendo comportamentos cada vez mais impulsivos.

 Exemplo de situações de risco:

  • Sexo sem proteção, correndo risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis.
  • Compulsão por compras, gerando dívidas financeiras.
  • Compulsão alimentar, podendo provocar o sobrepeso ou obesidade, e como consequência problemas de saúde.
  • Consumo de drogas.

             A pessoa precisa perceber se consegue relaxar, ter momentos de lazer e prazer de forma saudável.

Normalmente, a pessoa que tem problemas emocionais “mal resolvidos” fica mais vulnerável à caminhos autodestrutivos, e por isso se coloca em situações de risco. Ela se confunde entre aquilo que é felicidade, daquilo que traz sensação de prazer momentânea (no caso, situação que é prazerosa, mas é prejudicial).

É fundamental refletir:

  • O que realmente está acontecendo comigo? O que não está “legal”?
  • O que é real em minha vida? Será que me engano?
  • O que me traz a verdadeira felicidade? O que eu gosto?
  • Eu consigo dar limites a mim mesmo? Sei dizer “não” para mim mesmo?

Para mudar esses comportamentos de risco é necessário se conhecer. Com maior autoconhecimento é possível achar equilíbrio e ter uma vida com “adrenalina saudável”, com sensações de prazer em ambientes e situações que não prejudique, com momentos de felicidade que tragam mais sentido na vida da pessoa.

O psicólogo pode ajudar a pessoa lidar com suas questões emocionais, também pode ajudar a “achar” aquilo que traz sentimentos e emoções positivas, profundas e verdadeiras.

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Cirurgia bariátrica / importância do acompanhamento com o psicólogo

É muito frequente as pessoas obesas se enganarem, mentirem para os profissionais e para elas mesmas sobre o quanto e o que comem, também sobre fazerem ou não atividades físicas. Às vezes se alimentam depressa e às escondidas, com episódios compulsivos.

Existe uma profunda decepção consigo mesmo por não conseguir se controlar na alimentação e pelas tentativas frustradas em emagrecer, gerando sentimentos de incapacidade.

É essencial a ajuda da família e dos que convivem com a pessoa obesa. É muito importante eles participarem e estimularem os hábitos alimentares e comportamentos saudáveis.

A cirurgia pode ser vista como uma ferramenta para ajudar a controlar a obesidade, mas não como a solução para os problemas, e muito menos como a garantia de não voltar a engordar. A pessoa vai precisar fazer a parte dela para ter sucesso na sua cirurgia bariátrica. Se não tiver o próprio esforço, ela poderá voltar a ganhar peso excessivo (mesmo depois da cirurgia) e colocar todo o procedimento cirúrgico por água abaixo.

Depois da cirurgia, muitas pessoas ficam mais dispostas, melhoram a autoestima, sentem o corpo “leve”, melhoram algumas complicações da saúde. Mas existem muitos riscos na cirurgia. Eu enfatizo aqui as complicações psicológicas pós-cirurgia: desenvolver outras compulsões (comprar, beber,…), voltar aos hábitos e

de comer excessivamente, desenvolver transtornos emocionais, conflitos pessoais e profissional,…

Quem passa pela cirurgia bariátrica pode se abalar profundamente quando percebe que a solução da sua vida não estava em emagrecer, que terá que encarar todo o “resto”, aquilo que ela não “olhava”, que era “encoberto” pela obesidade. Muitos acreditam que o culpado é o peso (excesso de gordura), é por causa dele que não consegue se aceitar, atingir metas, namorar, ser feliz… e na verdade, quando emagrecem, percebem que não é bem assim. O magro também sofre e perde. Essa desilusão pode interferir na motivação e comprometimento em relação à alimentação saudável e atividade física.

A pessoa pode sabotar todo o processo comendo alimentos altamente calóricos, em pequenos intervalos, levando a não perder peso.

Por toda essa questão, é fundamental o acompanhamento com o psicólogo. Ele ajuda o paciente:

  • Participar e se comprometer com o processo de emagrecimento
  • Técnicas de autocontrole
  • Desenvolver estratégias para lidar e enfrentar a sensação de “vazio” e insatisfação
  • Se reorganizar e se adaptar ao novo estilo de vida e à realidade
  • Motivação e manutenção da atividade física

É uma pena, mas mesmo muitos sabendo e entendendo a importância e necessidade do acompanhamento psicológico, acabam não fazendo, não trabalhando tudo o que foi colocado nesse texto.

Leia também o post Entender o que está levando a se alimentar compulsivamente / controle alimentar:

http://curitibapsicologa.wordpress.com/2013/07/29/conhecer-e-entender-o-que-esta-levando-a-compulsao-alimentar/

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Entender o que está levando a se alimentar compulsivamente / Controle alimentar

            Muitas pessoas comem de forma descontrolada. Essa compulsão pode ser provocada por vários motivos:ansiedade compulsão alimentar

  • Dificuldade em lidar com as emoções, sejam elas boas ou ruins – seria uma tentativa de não encarar e lidar com os sentimentos. Ao comer, a pessoa desvia e tira o foco das emoções.
  • Hábitos alimentares – Qual a frequência que a pessoa faz as refeições, quais os alimentos que escolhe, quando se alimenta está em que estado emocional? Tranquilo ou agitado?
  • Significado de comer – De forma inconsciente, cada um constrói o significado sobre a alimentação, sobre as refeições. Por exemplo: se a pessoa acredita que comer traz felicidade, quando ela estiver triste ela pensará inconscientemente “estou triste, então vou comer”. Crenças assim podem levar a compulsão alimentar.

Fazer anotações pode ajudar a se perceber e se controlar no dia a dia.

Ajuda a entender o que a leva a comer de forma descontrolada.

Os passos são escrever um diário alimentar, relacionando as refeições com situações e emoções do dia. Fazer relação com os itens abaixo:

  • O que comeu (quais alimentos?)
  • Os acontecimentos do dia, bons e ruins. Pensamentos e recordações marcantes
  • Os sentimentos que surgem com esses acontecimento e pensamentos (tristeza, frustração,…)
  • Reações físicas do dia, como agitação, palpitação, falta de ar….
  • Horários que se alimenta compulsivamente – manhã, tarde ou noite (são momentos que a pessoa está sozinha? Se sente estressada? Pensa em frustrações? Sente tristeza e desânimo? Pensa nas dificuldades financeiras, familiares? Porque não consegue relaxar? …)

A pessoa pode ficar mais consciente do seu comportamento com a reflexão. Ela pode entender o que tem provocado a ansiedade e conseqüentemente o ato compulsivo. A partir disso é possível reconhecer e enfrentar aquilo que não está legal (questão emocional), dar um novo sentido para a alimentação e criar novos hábitos.

Quando fica difícil de realizar essas etapas e processo, é importante a busca do psicólogo e do nutricionista.

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