Quem não sabe dizer “não” pode se tornar desinteressante? Riscos em calar a própria voz

São vários os prejuízos que podem acontecer com a pessoa que não consegue dizer “não”. Ela pode ter dificuldade de saber estabelecer limites com aquilo que a faz mal, a machuca emocionalmente ou fisicamente. Com isso, não saberá fazer “boas” escolhas, não se valorizando, causando problemas nos seus relacionamentos, na sua vida pessoal e profissional.

Muitas vezes é mais fácil estabelecer limites com a família porque no fundo a pessoa acredita que eles terão maior tolerância com ela, que não deixarão de amá-la, e não a rejeitarão. Mas ela imagina que os amigos ou colegas não vão tolerar suas opiniões ou oposições, desaprovarão os seus comportamentos, afastando-se dela.

Mas tem pessoa com dificuldade de dizer “não” para a família, por sentir que pode ser excluída, perdendo a importância ou carinho dos parentes. Consegue dizer “não” para aqueles que ela não têm intimidade, porque considera que não sofrerá com a “reprovação” deles.

É interessante refletir:desinteressante

  • Com quem e em quais situações tenho dificuldade de dizer “não”?
  • Por quê?
  • O que vou receber em troca se eu disser “sim”? Quais são os meus medos ao dizer “não”?

É comum acreditar que dizendo sempre “sim”, será reconhecida e amada, terá importância na vida do outro e parecerá uma pessoa “boa”. O medo de ser rejeitada ou abandonada a faz ceder cada vez mais. Assim, os problemas aumentam e trazem mais sofrimentos.

Geralmente se acha desinteressante, por isso tenta agradar a todos, concordando para ser aprovada. Mas frequentemente o comportamento de sempre dizer “sim” pode levar os outros a enxergá-la também como alguém “sem graça”. Assim, quem convive com a pessoa pode se acomodar na relação, deixando de lado o respeito, admiração e dedicação por ela. A pessoa pode começar a querer dar indiretas ou sinais, mas por ela não seu clara e não dizer quais são os seus limites, os outros poderão continuar fazendo o que ela não gosta, gerando desentendimentos, brigas e explosões emocionais.

Ela se sobrecarregar de responsabilidades e problemas que não são seus. Tornar-se vítima do próprio silêncio. Pode sentir que perdeu a própria identidade, pois de alguma forma acaba permitindo que os outros decidam o que ela quer, gosta, pensa ou fala. Esse comportamento pode a “matar” por dentro. Ela se abandona quando deixa de dizer “não”. Isso pode levar a sintomas de depressão, ansiedade, estresse… e assim, aumentar ainda mais a dificuldade de expressar os seus desejos e emoções.

No fim a pessoa pode perder o respeito por si mesma (e o outro normalmente faz o mesmo). Deixa os outros invadirem sua privacidade e seu bem estar. Por esses motivos, quando a pessoa não consegue estabelecer limites, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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Vivo uma vida que me mandaram viver? / Perigos em viver do jeito que os outros querem

Muitas vezes a pessoa fica presa a uma vida que não condiz com os seus valores, ou quem ela realmente é. Presa a pessoas que não tem interesses em comum, a uma profissão que não tem a ver com sua personalidade, a situações que não é bom para ela. Vive uma vida que não é aquela que gostaria, tentando se encaixar a um estereótipo ou ideal, perdendo a oportunidade de ser feliz.fingir que esta tudo bem

A pessoa pode agir dessa forma por vários motivos, por exemplo:

  • Preocupada com o que os outros pensam ou querem. Por insegurança segue a vida de acordo com o desejo dos pais, esposo (a), amigos… Tem dificuldade de saber o que gosta.
  • Acostuma-se com o sofrimento e o desânimo, pois tem dificuldade de lidar com frustrações e adversidades que pode encontrar ao buscar os seus sonhos.
  • Assume muitas responsabilidades, esquecendo-se de relaxar e aproveitar a vida.

Esses motivos normalmente “destroem” a identidade e a vontade da pessoa. Então, ela “liga no automático”, como se fosse um “robô”, que executa as atividades do dia a dia, sem muito prazer. Não sabe o que realmente traz satisfação. A sensação é de não estar viva, pois não tem grandes emoções (positivas).  As conquistas não são para si, geralmente são para os outros.

É como se fossem duas pessoas. Existe conflito interno entre a pessoa que está presa e a pessoa que continua mostrando algo que não é.

É interessante refletir:

  • Por que estou vivendo uma vida que não quero para mim? Quais são os motivos?
  • Como gostaria que fosse a minha vida? Como poderia tornar a minha vida melhor?
  • O que eu poderia começar a fazer para me sentir mais satisfeito e “dono” da minha própria vida? Qual o rumo que desejo agora para mim?
  • Estou disposto a me esforçar e enfrentar os meus medos para começar a ter satisfação e bem estar?

É preciso se arriscar para começar as mudanças. Na maioria das vezes é importante realizar as transformações (saudáveis) dando um passo de cada vez, de forma planejada, para a pessoa se adaptar ao “novo estilo de vida” (ou seja, ao seu próprio estilo). Mas há aqueles que para recomeçar precisam fazer grandes transformações repentinas. Isso quer dizer que cada caso é um caso…

Nem sempre é fácil realizar essas modificações. Por mais que as mudanças sejam boas, elas podem gerar medos e angústias. Às vezes a pessoa não se dá conta que ela está vivendo uma vida que a mandaram viver… o autoconhecimento é insuficiente, o que a deixa sem reação e sem força para recomeçar. Caso a pessoa tenha essa dificuldade, é importante buscar o acompanhamento com o psicólogo.

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Algumas amizades tem prazo de validade? / Motivos que levam amizades a acabarem

Cada amizade tem sua particularidade. Existem aquelas amizades para sair e comemorar momentos. Tem aquelas que são mais próximas em determinadas épocas e fases de vida (por exemplo: amigos de faculdade). Tem ainda aquelas amizades de infância… enfim, existem vários tipos de amizades.

Provavelmente em transições na vida exista mais distanciamento de algumas amizades. Por exemplo:amizades

  • Transição da infância para adolescência, ou adolescência para vida adulta;
  • A chegada dos filhos;
  • Mudanças de trabalho ou de cidade;
  • Novas experiências na vida, levando a novas reflexões, reformulando formas de ver o mundo e a vida…

Existem momentos na vida em que acontecem mudanças. Nesse momentos é natural que algumas pessoas que fizeram parte da vida do outro, depois de alguns acontecimentos, fiquem um pouco mais distantes. Isso normalmente acontece porque as pessoas deixaram de ter afinidades ou coisas e ritmo de vida em comum. O rumo e “necessidades” da vida de cada um passam a ser diferentes. Algo pode mudar, e isso não significa que é algo ruim.

Decepções também podem entrar no motivo desse distanciamento. Às vezes a relação estava “desgastada”: não havia mais intimidade para dizer o que incomodava; havia falta de respeito ou invasão de espaço; ou ainda porque os interesses, formas de pensar e agir ficaram muito diferentes, criando desconforto entre as pessoas.

Nem sempre as pessoas vão concordar ou pensar de forma parecida. Nem tudo é preciso ser discutido, tendo que haver uma resposta em que os dois concordem. O fundamental é haver o respeito entre os amigos, em que um possa entender que nem sempre o outro precisa compartilhar das mesmas idéias ou sentimentos. É preciso respeitar e preservar a própria individualidade.

Se de repente as pessoas sentem que a amizade foi muito boa em outra época, mas que agora não tem mais espaço para essa relação, talvez seja a hora de refletir se não é interessante se distanciarem. É preciso avaliar se a amizade vale a pena quando existe agressão ou tensão entre os amigos. Nem sempre bons amigos do passado, serão bons amigos no presente.

É claro que existe o meio termo. As pessoas podem continuar amigas, mas talvez as afinidades sejam diferentes, talvez a frequência que irão se encontrar será menor do que era no início da amizade. Respeitar as diferenças e as transições da vida de cada um também faz parte da amizade.

Quando a pessoa não sabe se a amizade está fazendo mais mal do que bem, ou então quando ela não consegue superar o distanciamento de um amigo, é interessante buscar o acompanhamento com o psicólogo.

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Objetivos e planos diferentes podem destruir um relacionamento / Projetos e combinados para o futuro de um casal

Na relação amorosa é importante combinados. Quanto mais o casal estiver comprometido no relacionamento, mais necessárias serão as conversas sobre os desejos e planos de vida de cada um. É perigoso o silêncio e a falta de clareza daquilo que cada um considera importante e fundamental para a sua vida. Por exemplo:rumos diferentes

  •  Irão casar? Quando? Tem algum “prazo”?
  • Existe o desejo de ter filhos ou não? Caso um queira e o outro não, o casal terá que conversar sobre essa questão, avaliando o que é possível ou não ceder, se a decisão será satisfatória para ambos.
  • Como serão os projeto e planos financeiros?

 Seja em um namoro mais sério, noivado ou casamento, o casal precisa falar sobre os projetos de vida. Quanto mais diferentes forem os valores e expectativas, mais necessárias serão as conversas. As pessoas podem se amar muito, terem afinidades, conviverem de forma bacana, mas pode ser grande problema para o casal se cada um quiser seguir rumos diferentes em suas vidas.

Pode ser motivo de muitas brigas e decepções se ignorarem e adiarem por muito tempo essa conversa. É essencial tentar “negociar” e encontrar um caminho em que os dois poderão caminhar juntos.

É preciso se respeitar, em que possa ter equilíbrio nesse ceder e compartilhar entre o casal, sem anular a identidade de cada um. É natural se reinventar a cada nova fase de vida, mas existe um limite de até onde cada um consegue ser flexível. Por isso é importante a pessoa saber o que ela quer para seu futuro, entender o que é importante e fundamental para si. Só assim ela poderá dizer ao companheiro quais são os projetos que ela pretende construir para sua vida.

As pessoas podem mudar de idéia, as coisas não são fixas e nem determinantes para a vida toda. Também existem imprevistos. Conforme as coisas vão acontecendo, é possível conversar com o companheiro sobre os novos desejos e interesses. Essa troca constante em cada fase de vida é o que normalmente uni e fortalece os laços do casal. Os acordos devem ser renovados a cada etapa da vida.

É importante o acompanhamento com o psicólogo caso a pessoa não saiba ao certo o que ela realmente quer, ou então quando acontece conflitos no relacionamento amoroso por falta de concordâncias desses planos e projetos.

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Pais autoritários, filhos com problemas / Como dar limites e ajudar os filhos terem autonomia

pais rígidos autoritárioÉ necessário os pais darem limites. Assim, o filho aprende a lidar melhor com as próprias frustrações, a conviver em sociedade. Mas educar não significa oprimir ou exigir obediência absoluta. Os filhos precisam de espaço para desenvolver a autonomia e maturidade emocional.

É fundamental dar oportunidade para o filho despertar consciência, dessa forma ele será capaz de dizer “sim“ para as coisas boas e “não” para aquilo que pode ser ruim. Isso só é possível se, aos poucos, ele for permitido a questionar e opinar, aprendendo a negociar e refletir sobre suas escolhas e comportamentos.

Se os pais não permitirem e ensinarem o filho a pensar e decidir por si mesmo, ele não saberá fazer isso “fora de casa”. Talvez ele tenha dificuldade de estabelecer limites com as outras pessoas. Possivelmente o filho terá mais dificuldade para se relacionar com os outros, poderá não se sentir confiante e sua criatividade será limitada, prejudicando a forma que ele lidará com os desafios e frustrações do dia a dia, afetando a sua vida pessoal e futuramente profissional.

Pais autoritários podem gerar filho:

  • Inseguro, baixa autoestima, sintomas de estresse, depressão ou ansiedade.
  • Agressivo, confrontando pessoas que representam algum tipo de autoridade.
  • Adulto rígido, em que cobra muito de si mesmo e dos outros. Nada será bom o suficiente. Dificuldade em se divertir e relaxar.
  • Resistente a falar e reconhecer sobre os próprios sentimentos, sobre suas dificuldades.
  • Passivo, esperando que alguém o diga o que deve ou não fazer. Dificuldade para argumentar.

 

O bom senso deve estar na mente dos pais, entendendo o que é adequado para cada fase e idade do filho. Não é interessante os pais serem inflexíveis ou cederem a todos os pedidos do filho. É importante estabelecer as regras, explicando ao filho o porque dos combinados.

É indicado o acompanhamento com psicólogo quando os pais ficam confusos quanto à forma de conduzir os limites ou a flexibilidade com os filhos. É momento de encaminhamento para o psicólogo quando os pais sentem que o filho está tendo problemas nos relacionamentos ou conflitos emocionais. O profissional poderá orientar e ajudar no desenvolvimento saudável da criança e adolescente.

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Problemas em tentar ser herói / Diferença entre: Ajudar X Salvar

Algumas pessoas costumam ajudar os outros. Sentem-se bem dessa forma. Isso pode ser muito saudável, além de ser algo muito bacana e importante para a sociedade. Realmente fazer o bem traz satisfação pessoal. Mas é importante o equilíbrio. Não respeitar os próprios limites pode trazer muitos problemas, e também pode ser sinal de alguma dificuldade emocional.

Existe diferença entre querer ajudar e querer “salvar” o outro:

  • Ajudar – a pessoa colabora dentro de suas próprias possibilidades. Sabe até onde pode ir, respeitando os próprios limites. Dá espaço para o outro ser agente da própria mudança, para ele sentir capaz de resolver os próprios problemas. 
  • Salvarse responsabilizar pelo bem estar e felicidade do outro. Acaba assumindo os problemas dele, sentindo-se na obrigação de ser “herói”. Sobrecarrega-se. A situação piora quando percebe que não tem controle sobre o sofrimento do outro. Surge sensação de culpa e frustração.

Geralmente busca alguém para ajudar, cuidar ou salvar. Normalmente, acredita que sua vida só terá sentindo se for “herói”. Sem perceber, se aproxima de pessoas que estão com grandes problemas, ou se envolve intensamente em projetos sociais. Abre mão da própria vida, de seu próprio bem estar. 

Essa necessidade de ser “útil” consome e prejudica a sua saúde física e emocional. Muitas vezes esse comportamento revela que na verdade é o “herói” quem precisa ser “salvo”. Ele não quer olhar para as suas emoções, então se volta para os sentimentos dos outros.

É interessante refletir:spider2

  • Será que tenho todo esse poder?
  • Eu aceito que nem sempre poderei ajudar as pessoas? Aceito que muitas vezes é ela quem precisará fazer algo para se ajudar? E se ela não quiser a minha ajuda, consigo suportar isso?
  • O que me atrai em querer ajudar os outros? O que busco com isso?
  • Será que preciso me sentir necessário e útil? Preciso mostrar que sou capaz?
  • Consigo olhar para dentro, para o meu sofrimento emocional?

Cada um tem a sua própria história, em que existem sofrimentos e superações. Não é saudável a tentativa de assumir todas as dores dos outros, esquecendo-se de si mesmo. É importante o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa prejudica a sua vida pessoal e profissional com essa necessidade de ser herói.

 

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Guardar objetos – valor sentimental / Quando se torna problema?

malasÀs vezes a pessoa guarda coisas porque tem algum valor  sentimental. Por exemplo, sente que o objeto:

  • Manterá viva as recordações de um momento importante de sua vida;
  • Será útil algum dia;
  • Passa sensação de segurança e felicidade, preenchendo o vazio dentro de si (nesse caso é indicado avaliação psicológica)

Não tem nada de mal guardar uma ou outra coisa como lembrança, mas pode ser sinal de transtorno emocional quando sente que aquele objeto é essencial para a sua sobrevivência, perdendo o controle de seus pensamentos, escolhas e comportamentos.

É interessante refletir:

  • Por que esses objetos são tão importantes para mim? O que eles representam e me fazem lembrar?
  • Será que tenho limites e controle sobre esse apego?
  • Isso tem atrapalhado a minha vida? O que acho que pode acontecer se eu me livrar desses objetos?

Pensa que necessita desses objetos para sentir alívio, prazer ou felicidade. Fica mais frágil e vulnerável ao acreditar que essas coisas a fazem sentir viva e completa. Normalmente, tudo isso é uma tentativa frustrada de fugir das emoções mal resolvidas. A sensação de vazio e angústias só aumentam com esse comportamento. A pessoa se torna cada vez mais dependente dessas coisas. Tenta anestesiar os sentimentos, mas os objetos nunca serão o suficiente para melhorar ou preencher a vida dela.

É comum essa pessoa ter dificuldade em lidar com perdas, frustrações e separações. Ela precisa entender que esses objetos não tem poder sobre ela, é ela quem dá poder aos objetos. Eles não vão trazer segurança, não vão tornar a sua vida mais interessante ou feliz. É preciso olhar para dentro de si, achando as respostas para enfrentar esses medos.

É preciso se dar oportunidade de enfrentar as dores emocionais. É possível ficar mais forte se conhecendo melhor. O psicólogo poderá ajudar nessa superação.

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Como manter a chama do casal acesa? / Não se esqueça de ser interessante para o seu companheiro (a)

Casal-se-olhandoNo começo da relação, o casal costuma pensar muito em como se tornar atraente e conquistar o olhar do companheiro. Normalmente, depois de um tempo juntos, esses pensamentos deixam de ter tanta força quanto no início da relação. As pessoas se sentem mais a vontade ao lado do outro. Esse comportamento pode ser:

  •  Positivo: o casal aumenta a intimidade, sente-se mais seguro e confiante na relação. Talvez eles mudem a forma de se dedicar um ao outro, mas não perdem o interesse em ser atraente ao parceiro (atraente não só fisicamente, mas atraente também no comportamento, no companheirismo,…).
  • Negativo: as pessoas se acomodam, esquecendo a importância de se dedicar e querer ser interessante para o companheiro.

É essencial: relembrar o quanto é bom desejar o olhar do outro; estar aberto para se envolver e se encantar pelo seu parceiro; pensar nas qualidades do companheiro; ter vontade de se interessar por aquilo que é importante para ele (planos e opiniões). A relação é renovada quando a pessoa se preocupa com a própria imagem, busca se dedicar ao companheiro, sendo carinhosa , escutando, namorando o parceiro. Isso aumenta o vinculo e envolvimento entre o casal, podendo manter a chama acesa, preservando a autoestima do casal com essa união.

É interessante os dois despertarem interesse. Mas o principal é a própria pessoa despertar interesse em si mesma. Lembrar o que ela tem a oferecer, em como ela pode ser interessante e atraente para si e para o seu companheiro.

Ser interessante não significa passar por cima da própria personalidade ou dos valores. A individualidade, o respeito e os limites precisam existir. É necessário o equilíbrio, em que haja espaço nessa relação para os dois. Também é importante a troca entre o casal, em que os dois se dediquem a relação, cada um do seu jeito (as pessoas são diferentes).

 É relevante a pessoa refletir:

  • Será que olho positivamente o meu namorado / esposa? Presto atenção nas qualidades dele (a)?
  • Reservo um tempinho na minha agenda para escutar e conversar com ele (a)? Nós compartilhamos nossos interesses, prazeres, incômodos do dia?
  • Tento me sentir bonito (a) e interessante para ele (a)? Ou acaba relaxando, não me arrumando, não ligando muito para o que ele pensa ou a forma como ele me vê?
  • Tenho a preocupação em ser educado (a), respeitoso (a) e carinhoso (a) com ele (a)?

Haverá momentos da vida em que o casal estará mais cansado, menos disposto ou com mais problemas. Oscilações são normais, não existe relação sempre feliz, ou relação 100%. Mas a postura positiva ajudará o casal enfrentar os desafios da relação e os períodos difíceis.

Quando houver muitas magoas e grandes conflitos entre o casal, será mais difícil o companheiro (a) se tornar interessante. Se nesse momento o casal não conseguir resgatar o comportamento positivo, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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Eclético ou Confuso e sem personalidade / Saiba a diferença e os perigos em não saber o que quer

pessoa ponto interrogaçãoExiste diferença entre a pessoa eclética e a pessoa confusa:

  • Eclética: gosta de coisas diferentes e sabe o que quer
  • Confusa: tem dificuldade em identificar o que deseja. Não sabe o que lhe faz bem ou desagrada

É possível ser eclético e ter personalidade. Gostar de estilos de músicas e roupas diferentes, amigos com perfis diversos, pertencer a “tribos” e ambientes variados. Essa pessoa pode ser aquela que aceita e gosta de diversidades. Essa flexibilidade pode ser muito positiva na vida dela, abrindo oportunidades, ampliando a visão de mundo e a sua criatividade.

Com o passar dos anos é natural ocorrerem algumas mudanças de opiniões, de gostos ou de objetivos. Normalmente a pessoa muda a forma de pensar a cada experiência nova. Por exemplo: dificilmente a pessoa adulta pensará exatamente da mesma forma de quando ela era adolescente. São comuns novas reflexões, novo jeito de pensar e se comportar a cada fase de vida.

Então, isso quer dizer que estar confuso significa falta de autoconhecimento, falta de reconhecimento dos próprios sentimentos, daquilo que machuca ou do que traz alegria.

A pessoa perde a própria identidade quando deixa apenas os outros decidirem por ela, aquilo que ela deve goste, pensar ou falar. Essa postura pode ser muito negativa, gerando sintomas de depressão e ansiedade para aquele que não respeita ou não entende os seus próprios desejos.

Reflita:

  • Você sabe o que quer? O que te faz sentir melhor ou mais motivado?
  • Tem momentos em que se sente muito confuso e perdido nas suas decisões ou escolhas? (até certo ponto, todos se sentem assim em algum momento da vida, mas pode ser perigoso quando essa sensação continua a “aparecer” com frequência, prejudicando a vida pessoal e profissional)

Quem está confuso precisa olhar para dentro de si, entender o que não está “legal” (exemplo: insegurança e baixa autoestima). Quem fala muitos “tanto faz”, normalmente deixa de lado as suas vontades e suas emoções. Pode ser porque não consegue colocar limites para os outros, ou então porque não sabe o que é bom ou necessário para si. As respostas dessas questões estäo dentro da própria pessoa.

Quem não se conhece o suficiente ou é muito inseguro, pode ter prejuízos sérios na vida. Nesses casos, é indicado o acompanhamento com o psicólogo, ele pode ajudar a pessoa se entender.

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A pessoa presa ao passado, não consegue viver o hoje / Formas de se despedir das épocas marcantes de sua vida

Opreso ao passado relogios momentos de alegria ou de tristeza podem ser marcantes, e por esse motivo, difíceis de serem esquecidos ou superados.

A pessoa sofre e fica presa ao passado quando:

1 – não consegue aceitar que determinada época não voltará mais. Pode ser difícil se despedir de momentos importantes, de boas lembranças, porque a pessoa:

  • Tinha menos responsabilidades e poucas preocupações
  • Maior convivência com aqueles que amava ou considerava bons amigos
  • Namoro inocente
  • Sentia que tinha sucesso

2 – não consegue lidar com as dores emocionais. Recordações ruins deixam feridas, difíceis de cicatrizar ou enfrentar, por exemplo, quando a pessoa:

  • Era mais pressionada ou agredida (de alguma forma)
  • Sentia-se rejeitada
  • Sentiu decepção ou abandono
  • Teve problemas financeiros

A pessoa pode ficar acorrentada a quem ela era e ao que viveu naquela época, deixando de seguir em frente e enxergar quem ela é e o que precisa viver hoje. Ela fica apegada a uma idade que já não possui, aos medos que não fazem mais parte do seu dia a dia.

É importante se despedir do passado, guardando na memória coisas boas, motivadoras, experiências que ensinaram e fortaleceram. É necessário fazer amizade consigo mesmo, com aquele “eu do passado” e com o “eu do presente”.

Reflita:

  • Tenho medo de olhar para aquele tempo? Por quê? O que era bom e o que era ruim?
  • Tento esquecer quem eu fui naquela época? Ou tento ser exatamente o mesmo? Quem eu era? Quais eram minhas qualidades e quais eram os meus defeitos?
  • Tenho medo que algo do passado me condene? Ou tenho medo de não ser mais feliz como eu era naquela época?
  • Estou satisfeito com a minha vida hoje? O que é preciso para me sentir interessado pela vida de hoje?

Quando você fizer as pazes com o seu “eu do passado”, perceberá que terá mais controle sobre si mesmo. Talvez entenda que aquela época não tem tanto poder ou controle sobre você como imaginava. Ou então que aquele momento teve o seu brilho, mas também tinha suas tristezas e dificuldades.

Quando a pessoa não consegue se despedir, superar ou enfrentar o seu passado, é indicado acompanhamento com psicólogo.

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