Guardar objetos – valor sentimental / Quando se torna problema?

malasÀs vezes a pessoa guarda coisas porque tem algum valor  sentimental. Por exemplo, sente que o objeto:

  • Manterá viva as recordações de um momento importante de sua vida;
  • Será útil algum dia;
  • Passa sensação de segurança e felicidade, preenchendo o vazio dentro de si (nesse caso é indicado avaliação psicológica)

Não tem nada de mal guardar uma ou outra coisa como lembrança, mas pode ser sinal de transtorno emocional quando sente que aquele objeto é essencial para a sua sobrevivência, perdendo o controle de seus pensamentos, escolhas e comportamentos.

É interessante refletir:

  • Por que esses objetos são tão importantes para mim? O que eles representam e me fazem lembrar?
  • Será que tenho limites e controle sobre esse apego?
  • Isso tem atrapalhado a minha vida? O que acho que pode acontecer se eu me livrar desses objetos?

Pensa que necessita desses objetos para sentir alívio, prazer ou felicidade. Fica mais frágil e vulnerável ao acreditar que essas coisas a fazem sentir viva e completa. Normalmente, tudo isso é uma tentativa frustrada de fugir das emoções mal resolvidas. A sensação de vazio e angústias só aumentam com esse comportamento. A pessoa se torna cada vez mais dependente dessas coisas. Tenta anestesiar os sentimentos, mas os objetos nunca serão o suficiente para melhorar ou preencher a vida dela.

É comum essa pessoa ter dificuldade em lidar com perdas, frustrações e separações. Ela precisa entender que esses objetos não tem poder sobre ela, é ela quem dá poder aos objetos. Eles não vão trazer segurança, não vão tornar a sua vida mais interessante ou feliz. É preciso olhar para dentro de si, achando as respostas para enfrentar esses medos.

É preciso se dar oportunidade de enfrentar as dores emocionais. É possível ficar mais forte se conhecendo melhor. O psicólogo poderá ajudar nessa superação.

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Como manter a chama do casal acesa? / Não se esqueça de ser interessante para o seu companheiro (a)

Casal-se-olhandoNo começo da relação, o casal costuma pensar muito em como se tornar atraente e conquistar o olhar do companheiro. Normalmente, depois de um tempo juntos, esses pensamentos deixam de ter tanta força quanto no início da relação. As pessoas se sentem mais a vontade ao lado do outro. Esse comportamento pode ser:

  •  Positivo: o casal aumenta a intimidade, sente-se mais seguro e confiante na relação. Talvez eles mudem a forma de se dedicar um ao outro, mas não perdem o interesse em ser atraente ao parceiro (atraente não só fisicamente, mas atraente também no comportamento, no companheirismo,…).
  • Negativo: as pessoas se acomodam, esquecendo a importância de se dedicar e querer ser interessante para o companheiro.

É essencial: relembrar o quanto é bom desejar o olhar do outro; estar aberto para se envolver e se encantar pelo seu parceiro; pensar nas qualidades do companheiro; ter vontade de se interessar por aquilo que é importante para ele (planos e opiniões). A relação é renovada quando a pessoa se preocupa com a própria imagem, busca se dedicar ao companheiro, sendo carinhosa , escutando, namorando o parceiro. Isso aumenta o vinculo e envolvimento entre o casal, podendo manter a chama acesa, preservando a autoestima do casal com essa união.

É interessante os dois despertarem interesse. Mas o principal é a própria pessoa despertar interesse em si mesma. Lembrar o que ela tem a oferecer, em como ela pode ser interessante e atraente para si e para o seu companheiro.

Ser interessante não significa passar por cima da própria personalidade ou dos valores. A individualidade, o respeito e os limites precisam existir. É necessário o equilíbrio, em que haja espaço nessa relação para os dois. Também é importante a troca entre o casal, em que os dois se dediquem a relação, cada um do seu jeito (as pessoas são diferentes).

 É relevante a pessoa refletir:

  • Será que olho positivamente o meu namorado / esposa? Presto atenção nas qualidades dele (a)?
  • Reservo um tempinho na minha agenda para escutar e conversar com ele (a)? Nós compartilhamos nossos interesses, prazeres, incômodos do dia?
  • Tento me sentir bonito (a) e interessante para ele (a)? Ou acaba relaxando, não me arrumando, não ligando muito para o que ele pensa ou a forma como ele me vê?
  • Tenho a preocupação em ser educado (a), respeitoso (a) e carinhoso (a) com ele (a)?

Haverá momentos da vida em que o casal estará mais cansado, menos disposto ou com mais problemas. Oscilações são normais, não existe relação sempre feliz, ou relação 100%. Mas a postura positiva ajudará o casal enfrentar os desafios da relação e os períodos difíceis.

Quando houver muitas magoas e grandes conflitos entre o casal, será mais difícil o companheiro (a) se tornar interessante. Se nesse momento o casal não conseguir resgatar o comportamento positivo, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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Eclético ou Confuso e sem personalidade / Saiba a diferença e os perigos em não saber o que quer

pessoa ponto interrogaçãoExiste diferença entre a pessoa eclética e a pessoa confusa:

  • Eclética: gosta de coisas diferentes e sabe o que quer
  • Confusa: tem dificuldade em identificar o que deseja. Não sabe o que lhe faz bem ou desagrada

É possível ser eclético e ter personalidade. Gostar de estilos de músicas e roupas diferentes, amigos com perfis diversos, pertencer a “tribos” e ambientes variados. Essa pessoa pode ser aquela que aceita e gosta de diversidades. Essa flexibilidade pode ser muito positiva na vida dela, abrindo oportunidades, ampliando a visão de mundo e a sua criatividade.

Com o passar dos anos é natural ocorrerem algumas mudanças de opiniões, de gostos ou de objetivos. Normalmente a pessoa muda a forma de pensar a cada experiência nova. Por exemplo: dificilmente a pessoa adulta pensará exatamente da mesma forma de quando ela era adolescente. São comuns novas reflexões, novo jeito de pensar e se comportar a cada fase de vida.

Então, isso quer dizer que estar confuso significa falta de autoconhecimento, falta de reconhecimento dos próprios sentimentos, daquilo que machuca ou do que traz alegria.

A pessoa perde a própria identidade quando deixa apenas os outros decidirem por ela, aquilo que ela deve goste, pensar ou falar. Essa postura pode ser muito negativa, gerando sintomas de depressão e ansiedade para aquele que não respeita ou não entende os seus próprios desejos.

Reflita:

  • Você sabe o que quer? O que te faz sentir melhor ou mais motivado?
  • Tem momentos em que se sente muito confuso e perdido nas suas decisões ou escolhas? (até certo ponto, todos se sentem assim em algum momento da vida, mas pode ser perigoso quando essa sensação continua a “aparecer” com frequência, prejudicando a vida pessoal e profissional)

Quem está confuso precisa olhar para dentro de si, entender o que não está “legal” (exemplo: insegurança e baixa autoestima). Quem fala muitos “tanto faz”, normalmente deixa de lado as suas vontades e suas emoções. Pode ser porque não consegue colocar limites para os outros, ou então porque não sabe o que é bom ou necessário para si. As respostas dessas questões estäo dentro da própria pessoa.

Quem não se conhece o suficiente ou é muito inseguro, pode ter prejuízos sérios na vida. Nesses casos, é indicado o acompanhamento com o psicólogo, ele pode ajudar a pessoa se entender.

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A pessoa presa ao passado, não consegue viver o hoje / Formas de se despedir das épocas marcantes de sua vida

Opreso ao passado relogios momentos de alegria ou de tristeza podem ser marcantes, e por esse motivo, difíceis de serem esquecidos ou superados.

A pessoa sofre e fica presa ao passado quando:

1 – não consegue aceitar que determinada época não voltará mais. Pode ser difícil se despedir de momentos importantes, de boas lembranças, porque a pessoa:

  • Tinha menos responsabilidades e poucas preocupações
  • Maior convivência com aqueles que amava ou considerava bons amigos
  • Namoro inocente
  • Sentia que tinha sucesso

2 – não consegue lidar com as dores emocionais. Recordações ruins deixam feridas, difíceis de cicatrizar ou enfrentar, por exemplo, quando a pessoa:

  • Era mais pressionada ou agredida (de alguma forma)
  • Sentia-se rejeitada
  • Sentiu decepção ou abandono
  • Teve problemas financeiros

A pessoa pode ficar acorrentada a quem ela era e ao que viveu naquela época, deixando de seguir em frente e enxergar quem ela é e o que precisa viver hoje. Ela fica apegada a uma idade que já não possui, aos medos que não fazem mais parte do seu dia a dia.

É importante se despedir do passado, guardando na memória coisas boas, motivadoras, experiências que ensinaram e fortaleceram. É necessário fazer amizade consigo mesmo, com aquele “eu do passado” e com o “eu do presente”.

Reflita:

  • Tenho medo de olhar para aquele tempo? Por quê? O que era bom e o que era ruim?
  • Tento esquecer quem eu fui naquela época? Ou tento ser exatamente o mesmo? Quem eu era? Quais eram minhas qualidades e quais eram os meus defeitos?
  • Tenho medo que algo do passado me condene? Ou tenho medo de não ser mais feliz como eu era naquela época?
  • Estou satisfeito com a minha vida hoje? O que é preciso para me sentir interessado pela vida de hoje?

Quando você fizer as pazes com o seu “eu do passado”, perceberá que terá mais controle sobre si mesmo. Talvez entenda que aquela época não tem tanto poder ou controle sobre você como imaginava. Ou então que aquele momento teve o seu brilho, mas também tinha suas tristezas e dificuldades.

Quando a pessoa não consegue se despedir, superar ou enfrentar o seu passado, é indicado acompanhamento com psicólogo.

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O que diminui o interesse sexual? / Formas de aumentar o desejo e aproximação do casal para a relação sexual

aproximação casalAs pessoas têm gostos e prazeres de diferentes formas. O que é atraente e estimulante para um, pode não ser para o outro. Essas diferenças também ocorrem na relação sexual. É importante o autoconhecimento do próprio corpo, daquilo que é prazeroso, que excita e ajuda a atingir o orgasmo. A motivação para o sexo costuma ser maior quando a pessoa vivenciou boas experiências na esfera sexual.

É interessante dar a oportunidade de despertar a própria sexualidade, experimentando. Conhecer melhor as regiões do corpo, explorando e estimulando aos poucos. Permitindo-se fazer isso sem preconceitos, de forma mais agradável e positiva possível.

O companheiro (namorado, esposa ou marido) pode ajudar nesse descobrimento do desejo, excitação e orgasmo. As preliminares costumam ser um bom começo. É significativo: praticar a troca das carícias, pois possibilita que a pessoa sinta cada vez mais interesse e sensações prazerosas; deixar o parceiro (a) se aproximar, dizendo a ele (a) o que é ou não excitante.

Ambos precisam sentir prazer, encontrando o contexto amoroso que combine e seja satisfatória para os dois. O interesse em conquistar e satisfazer o outro, costuma facilitar essa união. Cada indivíduo tem suas prioridades, as suas necessidades. O apetite sexual é maior para uns e menor para outros. Tudo vai depender da personalidade, crenças, vivências de cada pessoa.

A pessoa precisa entender a importância e o significado que o sexo tem para a sua vida, quais são as suas necessidades, e a partir disso, conversar com o companheiro. É fundamental a boa comunicação para chegarem a um acordo sobre a importância do sexo para o casal.

Os momentos de carícias, beijos, diálogos no dia a dia, possibilitam a intimidade e o interesse. Algumas pessoas dizem que não querem ter esses momentos, porque muitas vezes associam essas demonstrações de afeto com o sexo. É essencial separar o momento de carinho do momento da relação sexual. Nem todo beijo e carícia é convite para o sexo.

O distanciamento físico pode ser muito prejudicial. É importante que, mesmo sem sexo, consigam manter outras formas de aproximação, de contato corporal.

A intimidade aumenta quando o casal reserva momentos para namorar, passear, realizar atividades juntos (esportiva, dança, cursos). É muito saudável ter esse espaço para relaxar, para se divertirem, tirando o foco dos compromissos ou cobranças. Deixar as preocupações e problemas de lado, aproveitando o momento de intimidade e toques, permitindo-se a entrega. Isso ajudará a relação sexual acontecer de forma mais natural e prazerosa.

É imprescindível entender que nem sempre o sexo será “perfeito“. Não criar tantas expectativas pode tornar o ato sexual menos frustrante e muito mais prazeroso.

 Reflita:

  • falta de interesse pelo sexo? Caso a resposta seja sim, pense, isso sempre aconteceu ou começou “de um tempo para cá”?
  • Como está a autoestima? Sente-se atraente? Está bem consigo, com o seu corpo?
  • Será que há algum problema emocional que esteja causando essa falta de desejo?

Conforme o momento em que a pessoa vive, o seu desejo sexual pode aumentar ou diminuir. Normalmente diminui quando:

  •  Conflitos emocionais (estresse, ansiedade, baixa autoestima)
  • Brigas e magoas entre o casal
  • Traumas (abuso sexual, educação rígida, visão de sexo como imoral, sujo ou pecado)
  • Períodos prolongados sem sexo
  • Filhos pequenos
  • Falta de momentos para o casal
  • Problemas financeiros, desemprego, frustração profissional
  • Causas orgânicas, uso de medicamentos, fraqueza ou dores físicas (consulte o seu médico)

Se a questão da sexualidade está incomodando a pessoa, gerando sofrimento, é indicado avaliação com o médico e acompanhamento com o psicólogo.

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Por que os animais de estimação podem ser tão importantes nas vidas de algumas pessoas? / Lidando com as feridas emocionais

O animal de estimação pode ser grande companheiro e aliado no bem estar emocional. Pode ajudar quem sente solidão, estimulando a interação, e muitas vezes a superar a dificuldade de toque, aproximação e carinho.

O animal de estimação pode favorecer a pessoa:melhor amigo animal de estimação

  • Descontrair, extravasar e relaxar, deixando em alguns momentos as preocupações de lado
  • Baixar o nível de ansiedade
  • Ao brincar e se divertir com o animal, é possível melhorar o humor, aumentando a produção de substâncias benéficas para o corpo (serotonina e dopamina)

A pessoa pode desenvolver maior autoconfiança ao lado do seu “amiguinho”, enfrentando melhor a sua timidez. Ela sente mais a vontade ao lado do animal, livre das pressões sociais, porque não há julgamentos ou cobranças, ela não se sente pressionada e nem criticada.

Os animais aceitam a pessoa por inteiro, sem questionar riquezas ou aparência física, levando ela se sentir mais segura. Sente amada e sente que o amigo é leal.

O animal pode ter papel muito importante na saúde emocional do ser humano, ajudando a enfrentar e superar muitas feridas emocionais. Mas essa relação depende da personalidade da pessoa e a interação que ela terá com o animal: é preciso sentir confortável na presença do bichinho.

Apesar dos inúmeros benefícios, é sinal de alerta quando a pessoa se relaciona apenas com os animais, criando restrições ao convívio com outros humanos. Nesses casos, é fundamental avaliação psiquiátrica e acompanhamento com o psicólogo.

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“Não consegui fazer o que me planejei para esse ano” / Dicas para se organizar para seus objetivos no próximo Ano

Muitas vezes a pessoa não consegue conquistar os seus planos porque ela não sabe exatamente qual é o seu objetivo, quais são os passos que deve seguir, por onde começar. Fica confusa por não estar claro na mente as etapas, o planejamento.

Uma forma de se organizar é escrever os objetivos, refletindo e se questionando:planos_ano_novo

  • Está claro o eu quero? É possível atingir esse objetivo? O que é preciso fazer e ter?
  • Primeiro devo desenvolver algumas habilidades pessoais ou profissionais? Buscar me especializar, sentir mais seguro emocionalmente, saber me comunicar melhor, …?
  • Já dei alguns passos para poder iniciar esse projeto? Talvez seja necessário atingir outro objetivo antes, para então iniciar esse projeto de vida.
  • Quais são minhas prioridades? Se houver mais de um projeto ou afazeres, deve avaliar qual é a sua prioridade e o que é possível. Momentos de lazer e relaxamento são importantes, pois podem repor as energias e o fôlego para conseguir “funcionar” e executar melhor suas ações.
  • Digo “não” para aquilo que atrapalha e prejudica na conquista?
  • Tenho dificuldade em acreditar que sou capaz de realizar esse projeto? A autoestima está baixa?

A chance de sucesso aumentam se as etapas dos projetos forem respeitadas. Às vezes será necessário dar alguns passos antes para então dar continuidade aos seus objetivos. É preciso planejamentos, foco, “colocar a mão na massa”, motivação e disciplina.

Obstáculos e decepções vão aparecer no caminho. É normal as coisas não saírem conforme planejado. Aprender com as dificuldades é fundamental para se aprimorar. Encare as frustrações e os desafios e seja persistente. A pessoa que espera que sempre saia tudo “redondinho” se frustra muito, e muitas vezes deixa de continuar tentando e lutando por aquilo que é possível conquistar.

Algumas questões emocionais podem prejudicar a conquista do objetivo, por esse motivo é interessante o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa não consegue entender ao certo o que está acontecendo, o porquê não está obtendo resultados nos seus projetos e objetivos de vida.

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“É óbvio, como ele não entendeu?” / O que está claro para você, pode não estar para o outro

As pessoas são criadas, pensam e aprendem de formas diferentes, por isso o que é óbvio para um, pode não ser para o outro.

É possível acontecer desentendimentos mesmo quando a pessoa tenta falar de forma “clara”. Mas, normalmente, os grandes problemas ocorrem quando se espera que o outro entenda apenas com sinais e indiretas. Nesse caso, é importante perceber que o outro não entende porque a pessoa não está comunicando o que deseja.

Essa falha (ou falta) de comunicação pode levar a perder oportunidades profissionais, a conflitos nos relacionamentos, a mágoas e desentendimentos. Exemplo:nao-entendi-nada

  • A esposa fala para o marido “vamos dormir”, mas na verdade está querendo ter relação sexual. O marido entende que ela quer dormir, e como ele não está com sono, ele diz “depois eu vou”.
  • O funcionário deixa de dar uma ideia no seu trabalho porque parece muito óbvia. Mas depois observa o colega se destacar por falar essa mesma ideia em outro momento. Nesses casos, é comum se arrepender de não ter dito o que parecia óbvio.

É importante refletir:

  • Será que você está sendo óbvio e claro na sua comunicação? Está falando com todas as palavras o que quer dizer?
  • Há alguma dificuldade em dizer aos outros o que deseja? Por que?

Provavelmente você também já deixou de entender alguns “sinais” de alguém. Normalmente é difícil adivinhar se não disserem o que exatamente querem, não é mesmo?

Pode ser muito complicado economizar palavras. Algumas vezes a pessoa fica reclamando e falando mal do outro, como se ele fosse um problema. Mas ele não tem como adivinhar o que está acontecendo ou o que a pessoa está pensando.

Em vez de aguardar o outro entender o quer dizer, diga de forma clara. Pense, tenha tempo e paciência para falar com o outro. Fale com todas as palavras o que quer (de forma objetiva e assertiva). Quando essas questões prejudicam a vida da pessoa, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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“sou indeciso” / Por que as pessoas não conseguem fazer escolhas?

Algumas pessoas são indecisas, precisam que os outros aprovem suas escolhas ou que até mesmo tomem decisão por elas. A dificuldade em tomar decisão pode trazer problemas, levar a pessoa “abrir mão” de suas vontades, daquilo que no fundo ela deseja. Isso pode acontecer por vários motivos:homem-indeciso

  • Sente insegura ou incapaz de escolher o que é bom para si mesma. Aprendeu a esperar que os outros tomem decisão ou aprovem suas escolhas.
  • Segue o que os outros falam e pensam, como se a opinião deles valessem mais que sua vontade. Acostumada com os outros dizendo o que deve ou não fazer / sentir.
  • Não se permitiu dar voz aos seus desejos, não conhece e nem reconhece o que quer ou sente. Calou os próprios interesses, quem no fundo ela é.

A pessoa sente impotência porque fica dependente da aprovação dos outros (família, amigos próximos, namorado…). É comum o sentimento de culpa quando pensa em fazer algo diferente do que disseram. Ela acredita que não tem o direito de ir contra o que programaram, porque isso significaria decepcionar os outros.

Refém do seu próprio silêncio, não consegue dizer “não”. A pessoa pode ficar confusa, sem saber se foi ela quem fez as escolhas, ou se foram os outros. Ficar assustada em tomar suas próprias decisões, com dificuldade em ser independente e ter autonomia. Ter medo em assumir responsabilidades sobre suas próprias escolhas.

A pessoa não percebe que essa indecisão e falta de autonomia destrói sua essência, suas motivações, decepcionando a si mesma o tempo todo. Não assumir as rédeas da própria vida pode gerar muitos conflitos emocionais (angústias, sentimento de inferioridade, tristeza, desânimo,…), trazendo cada vez mais prejuízos em sua vida.

É importante refletir:

  • Por que será que sou indeciso? Em quais situações eu fico mais confuso e inseguro para tomar decisão?
  • Tenho dificuldade em estabelecer limites até onde o outro pode interferir na minha vida?
  • Consigo fazer minhas escolhas sem precisar que o outro me aprove?

Quando essas questões citadas acima acontecem e as perguntas ficam confusas, é importante o acompanhamento com o psicólogo, para a pessoa lidar e superar suas inseguranças, conhecendo-se melhor e se fortalecendo emocionalmente.

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