Até quando é possível “dar conta de tudo”? / Riscos em se cobrar ( se exiger) muito

Alguns se cobram muito. Nunca é o bastante ou suficiente, querem sempre mais. A pessoa quer resultados, passa a fazer mais do que pode, não respeitando os seus limites. Chega um momento em que o corpo e a mente entram em exaustão, não aguentando mais tanta pressão.

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A pessoa começa a ter dificuldade para fazer as coisas. Não consegue ter mais a agilidade de antes. Tudo se torna mais difícil. O dia a dia pode ficar desgastante. Ela pode perder o prazer, a vida pode se torna uma obrigação. Dessa forma perde a oportunidade de aproveitar as coisas boas. Deixa de curtir os resultados dos seus esforços. Não consegue se sentir satisfeita com suas conquistas.

O excesso de exigências pode ser um veneno. O olhar fica contaminado, vendo somente aquilo que ainda não está bom, ou o que ainda precisa melhorar. Dessa forma, a pessoa não curte suas realizações. Ela se esquece de comemorar suas vitórias. O prazer é deixado de lado e com isso sua motivação diminui. Não se dá o tempo para aproveitar as suas conquistas ou se recompensar por todo o esforço que teve. Assim, a frustração se torna cada vez maior, porque a pessoa sente que está sempre em dívida, precisando dar muito mais de si, gastando toda a sua energia.

As expectativas são muitas, a pessoa não consegue relaxar. A depressão ou crises de ansiedade podem surgir como sinal de que a pessoa precisa reavaliar a sua vida. É importante refletir:

  • Reconheço minhas conquistas? Percebo o que eu já fiz de bom? Quais são minhas qualidades ou habilidades?
  • Será que sou justo ou sou tirano comigo mesmo? Cobro-me de ser perfeito? Tenho limites?
  • Consigo reconhecer as minhas necessidades? Reservo um tempo para o meu lazer ou meu descanso? Permito minha mente relaxar?

É fundamental o acompanhamento com o psicólogo caso a pessoa se cobre muito, caso ela tenha dificuldade para relaxar sem pensar nas obrigações.

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“Me sinto inferior perto de algumas pessoas” / Formas de se superar

A pessoa que tem baixa autoestima se sente ameaçada / intimidada, envergonhada ou anulada quando está ao lado de quem considera ser melhor que ela em alguma coisa. Acredita que é inferior ao outro porque ele tem habilidades ou atributos que ela não possui (por exemplo: alguém com mais sucesso profissional; com o físico mais próximo dos padrões de beleza que a mídia valoriza; ou com mais amigos e uma família que o apoia). Essa sensação de ser “menos que os outros” pode gerar muitas barreiras na vida da pessoa.pessoa-grande sentindo pequeno

É preciso perceber que o problema não é os outros serem bem sucedidos financeiramente, na profissão, vida pessoal ou na aparência. O grande problema é a pessoa se sentir inferior. Por isso é interessante refletir:

  • Como me vejo? Reconheço minhas qualidades, consigo me valorizar?
  • O que eu gostaria de ter que o outro tem? Será que me esforço para me superar e conseguir coisas melhores para minha vida?
  • Será que há algo mal resolvido como traumas e mágoas que me faz ficar tão focado no outro?

É natural ter dificuldades na vida, nem sempre conseguirá se sair melhor em tudo. Em algumas coisas terá mais facilidade, e em outras terá maior dificuldade. Por exemplo: às vezes se saíra melhor em matemática e pior em português, ou às vezes a pessoa ficará mais realizada na vida profissional e menos satisfeita com a vida amorosa.

Se olhar para o lado, sempre existirão pessoas em condições “melhores ou piores” que “você” (mais bem sucedidas ou menos bem sucedidas em determinadas áreas da vida). A pessoa ficará sempre frustrada e amargurada se nunca reconhecer as próprias conquistas, qualidades ou o seu potencial.

Comparar a própria vida com as dos outros é complicado, porque nunca saberá exatamente como é viver na pele do outro. Muitas vezes tem a ilusão que os outros vivem um conto de fadas. Mas é preciso entender que não existem vidas perfeitas, todos sofrem, têm problemas, dificuldades e limitações em suas vidas.

Todos tem seus pontos fortes e suas dificuldades. Quando a pessoa presta muita atenção no outro, significa que ela está olhando pouco para si mesma. Se for olhar para o outro, olhe de forma positiva, aprenda com o sucesso dele, entenda todo o trajeto que ele fez para chegar “até ali”. Tem aqueles que se inspiram com o sucesso do outro, e tem aqueles que se sentem inferiores e paralisam. Perceba como tem conduzido o seu olhar e sua vida.

Cada um tem o seu potencial e suas habilidades. É importante se sentir capaz de conquistar, capaz de se superar. Não existe perfeição, é necessário valorizar os pontos fortes e reconhecer as qualidades. Lembre-se da história do patinho feio, ele descobriu que estava se exigindo de algo que ele não era, e no final descobriu que na verdade ele era um lindo cisne. Quando a pessoa fica presa a sentimentos negativos e não consegue se sentir bem como ela mesma, é fundamental o acompanhamento com o psicólogo.

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Será que sou uma pessoa que depende dos outros? /Características da dependência emocional e dicas para se tornar mais segura

Muitas vezes a pessoa não consegue ficar sozinha porque não quer lidar com suas dores emocionais, não quer escutar os seus sentimentos. Ela tenta fugir de si mesma, tenta se esconder daquilo que a machuca. 

Acredita que se sentirá mais segura e feliz se tiver alguém sempre ao seu lado. Mas não é bem isso que acontece. Fica cada vez mais dependente. Deixa suas vontades de lado e programa o seu dia a dia em função dos outros. Gasta toda sua energia para estar com o outro, não sobrando forças para lutar por si. Isso pode acontecer por:dependencia-emocional1

  • Falta de autoconfiança
  • Medo de ser abandonada
  • Dificuldade de expressar as próprias vontades e necessidades

Preocupa-se muito com o que os outros pensam, tornando-se submissa. Por se sentir desvalorizada e incapaz, acaba pedindo para os outros decidirem coisas importantes por ela. Mas mesmo dando essa liberdade para os amigos ou familiares, às vezes a pessoa se sente invadida com os “pitacos” que eles dão. Ela não percebe que também invade o espaço do outro quando o solicita constantemente e o responsabiliza pelos seus problemas ou pela sua felicidade.

Acha que o outro pode preencher o seu vazio, que pode salvá-la, curar os seus traumas e suas angústias. Ele pode tentar ajudar, mas só a própria pessoa poderá cicatrizar as suas feridas e poderá preencher as suas faltas emocionais.

É importante se fortalecer. Formas de conseguir isso / Dicas:

  • Resgate a sua própria individualidade, sinta-se capaz de conviver consigo mesma. Assuma a responsabilidade pelo seu próprio bem estar, por tornar a sua vida melhor.
  • Faça as pazes consigo mesma, acolha seus sentimentos, aprenda a se curtir fazendo atividades prazerosas (sozinha) pelo menos uma vez por semana.
  • Conheça o seu próprio valor, suas qualidades. Descubra quem você é, o que deseja, quais são suas necessidades e os seus limites;

É necessário a pessoa ter consciência de que ela está com esse comportamento dependente, percebendo o que a leva a querer sempre estar ao lado de alguém. Caso ela não consiga superar essa dependência, é fundamental o acompanhamento com o psicólogo.

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Sou casada / namoro uma pessoa mimada, e agora? / Características dos mimados e perfil de quem se relaciona com pessoas “birrentas”

É natural às vezes o adulto ficar irritado ou chateado quando acontecem situações que o aborrece. Pode ter momentos em que não consegue pensar ou agir da melhor forma possível depois de desentendimentos. Mas depois do “descontrole”, a pessoa pode reavaliar seus comportamentos, entendendo o que aconteceu e o que talvez precise melhorar, considerando as próprias necessidades e as necessidades dos outros, abrindo espaço para o diálogo e o entendimento.piti casal

Já a pessoa mimada normalmente tem dificuldade de lidar com críticas e limites, sofre por nem sempre as coisas serem do jeito que ela gostaria, sente-se ofendida por pouca coisa, e por esse motivo muitas vezes se coloca como vítima. Não admite e não se responsabiliza por seus próprios comportamentos negativos, diz que o outro que está errado e provocou. Assim, muitas vezes ignora os sentimentos e necessidades dos outros, tentando controlar e conduzir a situação. Quando os seus pedidos não são atendidos, pode ter atitudes parecidas com de uma criança, em que faz birra (briga, grita, faz ameaças) e bico (fica dias sem conversar, com a cara amarrada), esperando que o outro ceda e se renda ao que quer.

Muitas vezes quem convive com o manhoso alimenta e sustenta esse comportamento. Ou seja, a pessoa “dá corda” para as birras e bicos do mimado. Isso pode acontecer porque ela tem medo de ser vista como uma pessoa ruim, ou ainda porque tem medo de perder o amor e atenção do outro ao dizer “não”.

Por esse motivo é importante a pessoa que se relaciona com pessoas com características “mimadas” refletir: 

  • Por que aceito esses comportamentos?
  • Até onde o outro pode ir? Quais são os meus limites?
  • Quais são as minhas necessidades?

 

Quem deixa o outro sempre “mandar” tem a sensação de perder a própria identidade. Por isso é preciso investir mais em si, tirar o foco do outro e passar a focar mais em si mesmo, naquilo que a faz bem. Deve se conhecer e saber quais são suas próprias vontades. Também é interessante perceber que ajudará o outro ao dizer “não”. A vida é cheia de “nãos”, ele precisará aprender a lidar com eles, isso o ajudará se tornar mais feliz, com maior autoconhecimento, convivendo melhor em sociedade e as perdas naturais da vida.

É fundamental o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa não consegue encontrar o equilíbrio entre as próprias necessidades e as necessidades do parceiro, quando não consegue estabelecer limites com seu companheiro, prejudicando-se e sofrendo com a situação.

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Quem não sabe dizer “não” pode se tornar desinteressante? Riscos em calar a própria voz

São vários os prejuízos que podem acontecer com a pessoa que não consegue dizer “não”. Ela pode ter dificuldade de saber estabelecer limites com aquilo que a faz mal, a machuca emocionalmente ou fisicamente. Com isso, não saberá fazer “boas” escolhas, não se valorizando, causando problemas nos seus relacionamentos, na sua vida pessoal e profissional.

Muitas vezes é mais fácil estabelecer limites com a família porque no fundo a pessoa acredita que eles terão maior tolerância com ela, que não deixarão de amá-la, e não a rejeitarão. Mas ela imagina que os amigos ou colegas não vão tolerar suas opiniões ou oposições, desaprovarão os seus comportamentos, afastando-se dela.

Tem gente com dificuldade de dizer “não” para a família, por sentir que pode ser excluída, perdendo a importância ou carinho dos parentes. Consegue dizer “não” para aqueles que ela não têm intimidade, porque considera que não sofrerá com a “reprovação” deles.

É interessante refletir:desinteressante

  • Com quem e em quais situações tenho dificuldade de dizer “não”?
  • Por quê?
  • O que vou receber em troca se eu disser “sim”? Quais são os meus medos ao dizer “não”?

É comum acreditar que dizendo sempre “sim”, será reconhecida e amada, terá importância na vida do outro e parecerá uma pessoa “boa”. O medo de ser rejeitada ou abandonada a faz ceder cada vez mais. Assim, os problemas aumentam e trazem mais sofrimentos.

Geralmente se acha desinteressante, por isso tenta agradar a todos, concordando para ser aprovada. Mas frequentemente o comportamento de sempre dizer “sim” pode levar os outros a enxergá-la também como alguém “sem graça”. Assim, quem convive com a pessoa pode se acomodar na relação, deixando de lado o respeito, admiração e dedicação por ela. A pessoa pode começar a querer dar indiretas ou sinais, mas por ela não ser clara e não dizer quais são os seus limites, os outros poderão continuar fazendo o que ela não gosta, gerando desentendimentos, brigas e explosões emocionais.

Ela se sobrecarrega de responsabilidades e problemas que não são seus. Tornar vítima do próprio silêncio. Pode sentir que perdeu a própria identidade, pois de alguma forma acaba permitindo que os outros decidam o que ela quer, gosta, pensa ou fala. Esse comportamento pode a “matar” por dentro. Ela se abandona quando deixa de dizer “não”. Isso pode levar a sintomas de depressão, ansiedade, estresse… e assim, aumentar ainda mais a dificuldade de expressar os seus desejos e emoções.

No fim a pessoa pode perder o respeito por si mesma (e o outro normalmente faz o mesmo). Deixa os outros invadirem sua privacidade e seu bem estar. Por esses motivos, quando a pessoa não consegue estabelecer limites, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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Vivo uma vida que me mandaram viver? / Perigos em viver do jeito que os outros querem

Muitas vezes a pessoa fica presa a uma vida que não condiz com os seus valores, ou quem ela realmente é. Presa a pessoas que não tem interesses em comum, a uma profissão que não tem a ver com sua personalidade, a situações que não é bom para ela. Vive uma vida que não é aquela que gostaria, tentando se encaixar a um estereótipo ou ideal, perdendo a oportunidade de ser feliz.fingir que esta tudo bem

A pessoa pode agir dessa forma por vários motivos, por exemplo:

  • Preocupada com o que os outros pensam ou querem. Por insegurança segue a vida de acordo com o desejo dos pais, esposo (a), amigos… Tem dificuldade de saber o que gosta.
  • Acostuma-se com o sofrimento e o desânimo, pois tem dificuldade de lidar com frustrações e adversidades que pode encontrar ao buscar os seus sonhos.
  • Assume muitas responsabilidades, esquecendo-se de relaxar e aproveitar a vida.

Esses motivos normalmente “destroem” a identidade e a vontade da pessoa. Então, ela “liga no automático”, como se fosse um “robô”, que executa as atividades do dia a dia, sem muito prazer. Não sabe o que realmente traz satisfação. A sensação é de não estar viva, pois não tem grandes emoções (positivas).  As conquistas não são para si, geralmente são para os outros.

É como se fossem duas pessoas. Existe conflito interno entre a pessoa que está presa e a pessoa que continua mostrando algo que não é.

É interessante refletir:

  • Por que estou vivendo uma vida que não quero para mim? Quais são os motivos?
  • Como gostaria que fosse a minha vida? Como poderia tornar a minha vida melhor?
  • O que eu poderia começar a fazer para me sentir mais satisfeito e “dono” da minha própria vida? Qual o rumo que desejo agora para mim?
  • Estou disposto a me esforçar e enfrentar os meus medos para começar a ter satisfação e bem estar?

É preciso se arriscar para começar as mudanças. Na maioria das vezes é importante realizar as transformações (saudáveis) dando um passo de cada vez, de forma planejada, para a pessoa se adaptar ao “novo estilo de vida” (ou seja, ao seu próprio estilo). Mas há aqueles que para recomeçar precisam fazer grandes transformações repentinas. Isso quer dizer que cada caso é um caso…

Nem sempre é fácil realizar essas modificações. Por mais que as mudanças sejam boas, elas podem gerar medos e angústias. Às vezes a pessoa não se dá conta que ela está vivendo uma vida que a mandaram viver… o autoconhecimento é insuficiente, o que a deixa sem reação e sem força para recomeçar. Caso a pessoa tenha essa dificuldade, é importante buscar o acompanhamento com o psicólogo.

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Algumas amizades tem prazo de validade? / Motivos que levam amizades a acabarem

Cada amizade tem sua particularidade. Existem aquelas amizades para sair e comemorar momentos. Tem aquelas que são mais próximas em determinadas épocas e fases de vida (por exemplo: amigos de faculdade). Tem ainda aquelas amizades de infância… enfim, existem vários tipos de amizades.

Provavelmente em transições na vida exista mais distanciamento de algumas amizades. Por exemplo:amizades

  • Transição da infância para adolescência, ou adolescência para vida adulta;
  • A chegada dos filhos;
  • Mudanças de trabalho ou de cidade;
  • Novas experiências na vida, levando a novas reflexões, reformulando formas de ver o mundo e a vida…

Existem momentos na vida em que acontecem mudanças. Nesse momentos é natural que algumas pessoas que fizeram parte da vida do outro, depois de alguns acontecimentos, fiquem um pouco mais distantes. Isso normalmente acontece porque as pessoas deixaram de ter afinidades ou coisas e ritmo de vida em comum. O rumo e “necessidades” da vida de cada um passam a ser diferentes. Algo pode mudar, e isso não significa que é algo ruim.

Decepções também podem entrar no motivo desse distanciamento. Às vezes a relação estava “desgastada”: não havia mais intimidade para dizer o que incomodava; havia falta de respeito ou invasão de espaço; ou ainda porque os interesses, formas de pensar e agir ficaram muito diferentes, criando desconforto entre as pessoas.

Nem sempre as pessoas vão concordar ou pensar de forma parecida. Nem tudo é preciso ser discutido, tendo que haver uma resposta em que os dois concordem. O fundamental é haver o respeito entre os amigos, em que um possa entender que nem sempre o outro precisa compartilhar das mesmas idéias ou sentimentos. É preciso respeitar e preservar a própria individualidade.

Se de repente as pessoas sentem que a amizade foi muito boa em outra época, mas que agora não tem mais espaço para essa relação, talvez seja a hora de refletir se não é interessante se distanciarem. É preciso avaliar se a amizade vale a pena quando existe agressão ou tensão entre os amigos. Nem sempre bons amigos do passado, serão bons amigos no presente.

É claro que existe o meio termo. As pessoas podem continuar amigas, mas talvez as afinidades sejam diferentes, talvez a frequência que irão se encontrar será menor do que era no início da amizade. Respeitar as diferenças e as transições da vida de cada um também faz parte da amizade.

Quando a pessoa não sabe se a amizade está fazendo mais mal do que bem, ou então quando ela não consegue superar o distanciamento de um amigo, é interessante buscar o acompanhamento com o psicólogo.

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Objetivos e planos diferentes podem destruir um relacionamento / Projetos e combinados para o futuro de um casal

Na relação amorosa é importante combinados. Quanto mais o casal estiver comprometido no relacionamento, mais necessárias serão as conversas sobre os desejos e planos de vida de cada um. É perigoso o silêncio e a falta de clareza daquilo que cada um considera importante e fundamental para a sua vida. Por exemplo:rumos diferentes

  •  Irão casar? Quando? Tem algum “prazo”?
  • Existe o desejo de ter filhos ou não? Caso um queira e o outro não, o casal terá que conversar sobre essa questão, avaliando o que é possível ou não ceder, se a decisão será satisfatória para ambos.
  • Como serão os projeto e planos financeiros?

 Seja em um namoro mais sério, noivado ou casamento, o casal precisa falar sobre os projetos de vida. Quanto mais diferentes forem os valores e expectativas, mais necessárias serão as conversas. As pessoas podem se amar muito, terem afinidades, conviverem de forma bacana, mas pode ser grande problema para o casal se cada um quiser seguir rumos diferentes em suas vidas.

Pode ser motivo de muitas brigas e decepções se ignorarem e adiarem por muito tempo essa conversa. É essencial tentar “negociar” e encontrar um caminho em que os dois poderão caminhar juntos.

É preciso se respeitar, em que possa ter equilíbrio nesse ceder e compartilhar entre o casal, sem anular a identidade de cada um. É natural se reinventar a cada nova fase de vida, mas existe um limite de até onde cada um consegue ser flexível. Por isso é importante a pessoa saber o que ela quer para seu futuro, entender o que é importante e fundamental para si. Só assim ela poderá dizer ao companheiro quais são os projetos que ela pretende construir para sua vida.

As pessoas podem mudar de idéia, as coisas não são fixas e nem determinantes para a vida toda. Também existem imprevistos. Conforme as coisas vão acontecendo, é possível conversar com o companheiro sobre os novos desejos e interesses. Essa troca constante em cada fase de vida é o que normalmente uni e fortalece os laços do casal. Os acordos devem ser renovados a cada etapa da vida.

É importante o acompanhamento com o psicólogo caso a pessoa não saiba ao certo o que ela realmente quer, ou então quando acontece conflitos no relacionamento amoroso por falta de concordâncias desses planos e projetos.

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Pais autoritários, filhos com problemas / Como dar limites e ajudar os filhos terem autonomia

pais rígidos autoritárioÉ necessário os pais darem limites. Assim, o filho aprende a lidar melhor com as próprias frustrações, a conviver em sociedade. Mas educar não significa oprimir ou exigir obediência absoluta. Os filhos precisam de espaço para desenvolver a autonomia e maturidade emocional.

É fundamental dar oportunidade para o filho despertar consciência, dessa forma ele será capaz de dizer “sim“ para as coisas boas e “não” para aquilo que pode ser ruim. Isso só é possível se, aos poucos, ele for permitido a questionar e opinar, aprendendo a negociar e refletir sobre suas escolhas e comportamentos.

Se os pais não permitirem e ensinarem o filho a pensar e decidir por si mesmo, ele não saberá fazer isso “fora de casa”. Talvez ele tenha dificuldade de estabelecer limites com as outras pessoas. Possivelmente o filho terá mais dificuldade para se relacionar com os outros, poderá não se sentir confiante e sua criatividade será limitada, prejudicando a forma que ele lidará com os desafios e frustrações do dia a dia, afetando a sua vida pessoal e futuramente profissional.

Pais autoritários podem gerar filho:

  • Inseguro, baixa autoestima, sintomas de estresse, depressão ou ansiedade.
  • Agressivo, confrontando pessoas que representam algum tipo de autoridade.
  • Adulto rígido, em que cobra muito de si mesmo e dos outros. Nada será bom o suficiente. Dificuldade em se divertir e relaxar.
  • Resistente a falar e reconhecer sobre os próprios sentimentos, sobre suas dificuldades.
  • Passivo, esperando que alguém o diga o que deve ou não fazer. Dificuldade para argumentar.

 

O bom senso deve estar na mente dos pais, entendendo o que é adequado para cada fase e idade do filho. Não é interessante os pais serem inflexíveis ou cederem a todos os pedidos do filho. É importante estabelecer as regras, explicando ao filho o porque dos combinados.

É indicado o acompanhamento com psicólogo quando os pais ficam confusos quanto à forma de conduzir os limites ou a flexibilidade com os filhos. É momento de encaminhamento para o psicólogo quando os pais sentem que o filho está tendo problemas nos relacionamentos ou conflitos emocionais. O profissional poderá orientar e ajudar no desenvolvimento saudável da criança e adolescente.

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Problemas em tentar ser herói / Diferença entre: Ajudar X Salvar

Algumas pessoas costumam ajudar os outros. Sentem-se bem dessa forma. Isso pode ser muito saudável, além de ser algo muito bacana e importante para a sociedade. Realmente fazer o bem traz satisfação pessoal. Mas é importante o equilíbrio. Não respeitar os próprios limites pode trazer muitos problemas, e também pode ser sinal de alguma dificuldade emocional.

Existe diferença entre querer ajudar e querer “salvar” o outro:

  • Ajudar – a pessoa colabora dentro de suas próprias possibilidades. Sabe até onde pode ir, respeitando os próprios limites. Dá espaço para o outro ser agente da própria mudança, para ele sentir capaz de resolver os próprios problemas. 
  • Salvarse responsabilizar pelo bem estar e felicidade do outro. Acaba assumindo os problemas dele, sentindo-se na obrigação de ser “herói”. Sobrecarrega-se. A situação piora quando percebe que não tem controle sobre o sofrimento do outro. Surge sensação de culpa e frustração.

Geralmente busca alguém para ajudar, cuidar ou salvar. Normalmente, acredita que sua vida só terá sentindo se for “herói”. Sem perceber, se aproxima de pessoas que estão com grandes problemas, ou se envolve intensamente em projetos sociais. Abre mão da própria vida, de seu próprio bem estar. 

Essa necessidade de ser “útil” consome e prejudica a sua saúde física e emocional. Muitas vezes esse comportamento revela que na verdade é o “herói” quem precisa ser “salvo”. Ele não quer olhar para as suas emoções, então se volta para os sentimentos dos outros.

É interessante refletir:spider2

  • Será que tenho todo esse poder?
  • Eu aceito que nem sempre poderei ajudar as pessoas? Aceito que muitas vezes é ela quem precisará fazer algo para se ajudar? E se ela não quiser a minha ajuda, consigo suportar isso?
  • O que me atrai em querer ajudar os outros? O que busco com isso?
  • Será que preciso me sentir necessário e útil? Preciso mostrar que sou capaz?
  • Consigo olhar para dentro, para o meu sofrimento emocional?

Cada um tem a sua própria história, em que existem sofrimentos e superações. Não é saudável a tentativa de assumir todas as dores dos outros, esquecendo-se de si mesmo. É importante o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa prejudica a sua vida pessoal e profissional com essa necessidade de ser herói.

 

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