Insegurança leva a pessoa interpretar negativamente o que escuta / Sempre armada achando que será atacada

É comum ocorrer brigas e desentendimentos quando a pessoa se sente ameaçada durante uma conversa. Isso pode acontecer porque:

  • O outro está realmente sendo agressivo, ou invadindo o espaço dela. Nesse caso é necessário a pessoa estabelecer limites com o outro, não permitindo ele continuar com as provocações ou ofensas.
  • A pessoa se sente insegura e inferior ao outro, constantemente interpreta negativamente o que ele fala. A qualquer sinal de opinião contrária ou crítica (construtiva), a pessoa entende como desinteresse ou desprezo do outro.

Essa pessoa insegura fica armada, acreditando que será atacada. Na verdade é a própria pessoa quem se crítica e se sente inferior, e assim, ela projeta nos outros as ofensas (sentimento de inferioridade) que ela mesma se faz. Não percebe que quem começa o ataque é ela. Essa postura de interpretar negativamente o que os outros a falam costuma gerar muitos conflitos nos seus relacionamentos com amigos, namorado (a), familiares e colegas de trabalho.

Ela super valoriza e intensifica os conflitos e problemas quando o outro a diz algo. Acaba fazendo “tempestades” em situações que “não era para tanto”, reagindo aos acontecimentos de forma desproporcional.  Como a sua estrutura emocional é frágil (devido as suas inseguranças), ela fica abalada e gasta muita energia com questões que não seriam grande incômodo se a sua autoestima estivesse boa, se tivesse mais autoconfiante.

Normalmente, a pessoa com essas características é aquela que passou por algum tipo de violência (física ou verbal), abandono, negligência ou falta de estímulo para perceber sua capacidade e habilidades de enfrentar as situações e lidar com as dificuldades. Como ela sofre dessa insegurança, reage de forma impulsiva e agressiva com os outros, como uma forma de defesa. Essa postura não traz soluções, pelo contrário, torna-se grande problema. Por mais que ela sofra com sua insegurança, isso não a autoriza ser hostil com os outros.

Frequentemente se afastam de quem tem essa postura. Muitas vezes a enxergam como alguém difícil de conviver e de trabalhar.

É importante a pessoa que age (e reage) interpretando as atitudes ou comportamentos dos outros como uma ameaça refletir:

  • Será que você tem tendência a achar que os outros estão te prejudicando, querendo brigar com você, querendo te atingir?
  • O que aconteceu e o que você viveu para se sentir ameaçado e agredido?
  • Será que você é muito crítico consigo mesmo, e acaba projetando essas críticas que faz a si ao escutar os outros?

É necessário a pessoa reavaliar a forma que tem escutado o que os outros lhe dizem. Se a sua escuta está contaminada de autoestima baixa  ou sentimento de incapacidade, é comum que venha a se sentir frequentemente confrontada pelos outros. Quando a pessoa não consegue lidar as essa insegurança, é indicado acompanhamento com o psicólogo.

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Será que a criança precisa de regras de etiqueta? / O pequeno pode se divertir sem esquecer da “boa educação”

É fundamental para a criança assumir responsabilidades e aprender como deve se comportar desde cedo. Ela precisa saber se portar quando estiver na casa dos outros ou quando ela for a restaurantes, festas, teatro, …. Se ela não treinar e desenvolver essa habilidade social, poderá ter dificuldade de tolerância e empatia, de entender como seus comportamentos podem repercutir negativamente ou positivamente nos outros.

Crianças não pensam e agem como um adulto, é necessário tomar cuidado para não exigir uma postura que ela não é capaz de corresponder. É preciso aprender a se comportar educadamente diante dos outros, e para isso deve-se levar em consideração a idade dela. Quanto mais novinha, mais orientações precisarão ser repetidas, exigindo paciência de quem estiver corrigindo a criança.crianças em restaurante

De forma firme, mas sem perder o controle, os pais e adultos que convivem com ela devem estabelecer alguns limites “dentro e fora de casa”, ensinando a criança se relacionar de forma saudável e positiva com amiguinhos e com o “mundo”. Quando a programação for dormir na casa do amigo, ela deverá saber que será responsável por suas coisas, e também entender que mesmo sendo visita, é importante ajudar na organização da casa, principalmente naquilo que desarrumou. Esse compromisso precisa ser introduzido em casa, por meio de pequenos acordos que desenvolvem o bom senso da criança. Por exemplo: guardar os seus brinquedos depois de usar, colocar a sua roupa suja no cesto, …. se ela tiver esse hábito, fazendo isso em casa, será mais fácil e natural ter esses comportamentos quando for a casa de um amiguinho.

Nos primeiros passeios em família, pode ser que a criança tenha um pouco mais de dificuldade em compreender e seguir as regras e combinados, mas com a calma e as instruções dos pais, ela poderá treinar o seu autocontrole e sua habilidade social. Antes de sair de casa, o adulto precisa falar de forma clara para a criança quais serão as normas, e caso ela não as cumpra, quais serão as conseqüências (não pode aterrorizar ou criar medos na criança, como por exemplo, dizer a ela que a polícia ou bicho papão vai pegá-la). A consequência deve ser baseada em aprendizagem, para permitir que ela reorganize os pensamentos e aprenda com a situação.

A disciplina deve vir com equilíbrio, existindo liberdade para as crianças serem crianças, podendo brincar e se divertirem, mas também que elas possam se comportar de forma adequada nos ambientes. Por exemplo, criança gritando e correndo em um restaurante pode ser muito inconveniente e desagradável para quem está almoçando, então os pais precisam educar para que isso não aconteça, o que dá trabalho, não é fácil. É necessário persistência!

Os pequenos poderão contestar quando o adulto tentar fazer valer as normas. Nesse momento, um dos pais pode levar a criança num ambiente mais calmo, como no banheiro ou sair do restaurante para conversar com ela, e assim retomar os combinados e regras com o filho. É importante persistir nos ensinamentos, isso será bom não só para a criança, mas também para o adulto, pois ambos poderão sair e ter suas relações sociais sem inconvenientes.

Todo esse ensinamento ajudará a criança a se tornar uma cidadã consciente, que poderá administrar os seus compromissos de forma pertinente no futuro. Ela entenderá que será responsável por seus atos e por isso precisa assumir uma postura apropriada diante da vida e da sociedade. A criança terá ferramentas para se relacionar com a vida e com os outros de forma adequada.

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“Faz mal sentir emoções consideradas negativas (raiva, tristeza, mágoa)?” / Reconheça as emoções e saiba administrar os seus sentimentos

Normalmente as pessoas não são muito estimuladas a falarem sobre os seus sentimentos, ainda mais quando se trata de emoções consideradas negativas, como, por exemplo, mágoa, tristeza, raiva… de certa forma, nossa sociedade coloca que essas emoções devem ser evitadas:várias expressões humor

  • “deixa para lá, logo passa”.
  • “vamos sair e nos divertir para você parar de pensar nessas coisas, vai te fazer bem”.

Por esses motivos, muitos acabam ignorando os sentimentos, deixando de entender as causas das suas dificuldades emocionais.

Boa parte da população interpreta que é sinal de fraqueza (fragilidade emocional) falar ou demonstrar algumas emoções e sentimentos (“você viu? ele chorando, que sensível!”). Dessa forma, algumas pessoas acreditam que precisam se distanciar de suas emoções e sentimentos para ter estabilidade emocional. A cobrança do que seria ser “forte”  leva a pessoa a mascarar suas emoções, afastando-se de seus sentimentos e consequentemente de quem ela “é”, do seu próprio “eu”, dificultando ela entrar em contato consigo mesma.

As emoções e os sentimentos têm grande significado e poder sobre a vida de cada um. Eles refletem no dia a dia da pessoa, nos seus pensamentos, comportamentos, na forma como vai se relacionar com o seu trabalho e com a sua família e amigos, em como vai lidar com os conflitos e obstáculos (que surgirão no decorrer da vida). Os sentimentos dizem muito sobre a pessoa, de como ela “está”, de como lida com os problemas, e se há feridas abertas (traumas ou mágoas) que precisam ser cicatrizadas para possibilitar uma vida mais plena e saudável. A pessoa tem dificuldade de controlar a própria vida quando lhe falta o autoconhecimento. 

Para conhecer alguém, é preciso conversar e se interessar pela sua história, por aquilo que ele pensa, pelos seus sentimentos. Se a própria pessoa não faz isso consigo mesma, se ela não se dá um tempo para conversar com as suas próprias emoções para refletir sobre o que está sentindo, ela pode deixar de compreender o que passa dentro de si, não se reconhecendo e não entendendo o seu “eu”.

Para conseguir administrar e lidar com essas emoções (consideras negativas), é preciso entender o que elas estão querendo dizer. Compreender não significa ficar remoendo os problemas ou alimentar sentimentos negativos, mas sim significa:

  • Acolher as dores emocionais para reconhecer os sentimentos, e assim compreender melhor as próprias escolhas e comportamentos.
  • Assumir o controle e a responsabilidade por si.
  • Buscar formas de enfrentar as dificuldades e superar os obstáculos em momentos de conflitos.

Ou seja, reconhecer as emoções e sentimentos, sabendo administras e conduzir de forma positiva, deixa a pessoa mais forte emocionalmente. O autoconhecimento possibilita que a pessoa consiga lidar melhor com suas emoções e tenha comportamentos mais assertivos futuramente. É importante conduzir as emoções e sentimentos de forma produtiva, para aproveitar e criar uma fonte de motivação para o crescimento pessoal.

É preciso elaborar as dores emocionais, ou seja, é preciso sentir, entender, aprender e encontrar formas de lidar com os sentimentos, de se fortalecer emocionalmente. Todo esse processo é importante para superar e enfrentar os sentimentos “negativos”. Quando a pessoa não consegue fazer isso sozinha, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.

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Por que alguns casais ficam no vai e vem? / Superar os conflitos ou terminar a relação de vez

Numa relação amorosa, o casal precisa buscar resolver os conflitos para se fortalecerem e criarem maior intimidade, união e cumplicidade. O casal que se separa e volta várias vezes ficam paralisados nesse vai e vem, deixando de aprender a lidar com os problemas, tendo dificuldade para construírem uma relação mais saudável. Eles precisam entender o que tem gerado essas crises:vai e vem das relações

  • O que acontece que desencadeia essas separações e retomadas da relação? São em determinadas épocas ou situações? Essas idas e vindas tem qual a motivo / qual objetivo?
  • Será que ocorre quando o casal passa a fazer planos? Quando a relação se torna mais séria? De alguma forma essa ruptura serve para evitar novos combinados ou compromissos?
  • Essas separações são para evitar agressões ou enfrentamento de problemas? Existe muita dificuldade em lidarem com os conflitos?
  • O que tem de “bom” para quererem continuar e retomarem a relação? Qual a motivação de cada um?

Essas idas e vindas podem ocorrer por vários motivos, como por exemplo:

  • O que rompe age de forma impulsiva, termina sem pensar e sem refletir sobre a decisão (é comum em casais mais jovens).
  • Por disputa de poder ou por vingança se separam (mas na verdade não queriam a separação).
  • Terminam por dificuldade na comunicação ou por uma situação de estresse como conflito no trabalho, doença, criação dos filhos.
  • A pessoa se sente invadida ao dividir a sua vida com o companheiro. Ela acredita que perderá a sua independência e individualidade (é paradoxal, pois ela deseja estar com o parceiro, mas tem medo de perder sua identidade).

É fundamental trazer para a consciência essas questões, pois elas podem ser o ponto de partida para poderem resolver os conflitos e conseguirem superar as dificuldades, ou então para entenderem que não vale a pena continuar insistindo na relação, terminando de uma forma menos agressiva e dolorosa.

Para algumas pessoas é difícil terminar um relacionamento porque: tem medo da solidão; querem alguém para preencher “o seu vazio”; sentem fracassadas por acreditarem que para ser felizes ou bem sucedidas precisam estar com o “status” de casadas ou namorando; há aqueles que se assustam com mudanças e não querem reavaliar a sua vida.

Faz parte da relação ter altos e baixos… mas se toda vez que ocorrer situações difíceis o casal se separar e depois voltar, dessa forma eles terão grande dificuldade para superarem os problemas. É necessário aprenderem a enfrentar os obstáculos juntos, para retomarem a confiança na relação. Até para se separarem de fato é significativo essas reflexões, é preciso que a pessoa reflita e tenha tempo para processar e amadurecer a ideia de que “acabou”.

É interessante perceberem o que já tentaram para resolverem os conflitos, o que deu certo e o que não deu certo. O casal precisa estar disposto a focarem nas soluções, libertando-se das magoas e medos para darem chance ao entendimento ou ao fim da relação. Quando não conseguem isso sozinhos, é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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“Me preocupo e sofro com as coisas do dia a dia” / Descubra como não gastar energia com o que não vale a pena

Muitas vezes a pessoa gasta suas energias com situações ou alguém que não vale a pena. Fica preocupada com questões que não dependem dela ou ainda que não aconteceram e talvez nem aconteçam, remoendo pensamentos que não a acrescenta em nada de positivo. Ao agir dessa forma, sente irritação, tristeza ou angustia, perdendo a oportunidade de investir em algo bom e produtivo para sua vida.pessoa tensa mordendo

É comum que essa pessoa frequentemente leve os acontecimentos de sua vida muito a “ferro e fogo”, ou seja, de forma mais “pesada” e tensa. Ela perde o seu tempo sofrendo por coisas que não precisa. Sacrifica o seu bem estar olhando para a direção errada. Em vez de olhar para a solução ou como poderia melhorar, foca no problema (que na verdade, às vezes nem existe), não conseguindo sair desse ciclo vicioso de negativismo.

É inevitável, sempre haverá problemas, gente difícil de se relacionar ou mágoas e traumas para superar, mas isso não quer dizer que a pessoa precise gastar toda a sua energia com essas questões. É preciso buscar lidar de uma forma mais leve. Encontrar formas de administrar e enfrentar esses conflitos sem que eles dominem as emoções e a mente da pessoa.

Por isso é importante entender o que causa esse desgaste emocional. Refletir é um bom começo:

  • Que diferença isso faz na sua vida? Essa situação ou pessoa com quem você está gastando energia pode te ajudar em algo? O que ela representa para você?
  • Por que você se esforça, investe e insiste em alguém, em pensamentos ou comportamentos que não te faz bem? Será que isso tem relação com a sua história de vida? O que é seu nisso tudo?
  • Por mais estranho que a pergunta possa parecer, pense: será que você tem algum tipo de ganho se dedicando a essa situação? (por exemplo: Ser vítima da situação, e assim receber algum tipo de atenção. Ou então não ter que olhar para os problemas que dizem respeito a você, ao seu comportamento…)

A pessoa vai se desgastar muito se ficar constantemente remoendo sentimentos negativos. Isso a paralisa e a deixa sem forças para lutar por aquilo que realmente vale a pena. Por isso é fundamental entender o que causa isso, para assim interromper essa auto-sabotagem e aprender com esses conflitos.

É preciso recarregar as energias, usar o seu tempo para aquilo que possa te fazer bem, que possa te ajudar a superar suas limitações ou lidar com elas de forma mais assertiva. É fundamental saber diferenciar e reconhecer quando É ou NÃO É interessante se preocupar ou se esforçar por algo. Um jeito de perceber isso é avaliando a qualidade de seus pensamentos, das suas relações e dos seus comportamentos diante dos conflitos.

Que tal gastar energia consigo mesmo, com aquilo que te faz bem! Quando a pessoa se consome e fica sem energia desnecessariamente, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.

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“não gosto do fim de ano” / Descubra como dar um novo significado para o natal e ano novo

É natural que as emoções fiquem mais afloradas no natal e ano novo. Com tantas comemorações, propagandas comerciais e marketing pela mídia sobre essa época, é comum a pessoa se sentir cobrada a estar “super feliz”, cheia de vitórias, reatando laços com parentes e amigos. Como se devesse ter superado a maior parte dos seus obstáculos, encontrado um grande amor, conquistado um corpo mais magro ou sarado, aumentado a sua renda financeira, conquistado suas metas e objetivos na vida pessoal ou profissional.fugindo do papai noel e do ano novo 2

A autocobrança e ansiedade de querer corresponder a todas essas expectativas criadas pela sociedade ou por ela mesma geram sofrimento. A pessoa pode sentir justamente o contrário do que ela gostaria ou imaginava. De repente passa a sentir frustração, fracasso, rejeição, solidão, tristeza…

Por esse motivo é preciso ficar atenta, tomando cuidado para que os natais e anos novos não se tornem um problema em que a pessoa tente banir do seu calendário. Não é possível ignorar essa data, já que é tão comemorada por muitos países. Não é saudável fugir daquilo que pode estar dando sinais que algo está “mal resolvido” emocionalmente. Encarar e acolher os sentimentos que o mês de dezembro traz é fundamental para o autoconhecimento e superação. É essencial entender o que essa data representa de tão difícil, compreender o que o natal e o ano novo estão simbolizando:

  • O que natal e ano novo significa para você?
  • Quais são as suas lembranças e expectativas em relação a essa data?
  • Por que será que essa época mexe tanto contigo?

É interessante perceber quais são as crenças e fantasias (positivas ou negativas) sobre essa data. E a partir disso, dar um novo significado e um novo sentido para o natal e ano novo:

  • Como você poderia tornar essa época menos dolorosa e mais prazerosa?
  • É possível olhar de outra forma para aquilo que já viveu? É possível dar um novo significado para suas lembranças ou experiências de final de ano?
  • O que você poderia fazer para ressignificar ou reformular as crenças sobre natal e ano novo?

Se for necessário chore o que precisa ser chorado, limpe a alma para poder dar espaço para a oportunidade de cicatrizar as feridas e transformá-las em lindas marcas imperfeitas que te fortalecem.

É importante aprender a lidar com esse turbilhão de informações e emoções “provocado” pelo espírito natalino e pela renovação do ano novo. Aproveitar essa data para desmistificar a utopia de querer ser perfeito ou ter uma vida perfeita. Por mais estranho que possa parecer para alguns, essa ideia de não precisar ser perfeito tira um peso enorme das costas, e abre as portas para a pessoa se sentir capaz de superar suas dores emocionais, organizar e planejar de forma mais realista a sua vida pessoal e profissional.

Dicas:

  • Dentro do seu orçamento, pense ou pesquise algo bacana para fazer nessa época (viajar, sair com amigos, reencontrar familiares, fazer atividade física, passear em parques, ir ao cinema, …).
  • Acolha os seus pensamentos. Perceba se eles estão te ajudando a superar as suas dificuldades, ou se os seus pensamentos estão te sabotando. Tome as rédeas e conduza os seus pensamentos para algo positivo e saudável para si.

Quando a pessoa não consegue superar suas dificuldades em relação ao natal ou ano novo sozinha, é indicado o acompanhamento com o psicólogo.

Leia também sobre o por que o natal e ano novo mexem tanto com as pessoas / formas de enfrentar as emoções que surgem nessa época:

https://curitibapsicologa.wordpress.com/2013/12/30/por-que-natal-e-ano-novo-mexe-tanto-com-as-pessoas-formas-enfrentar-as-emocoes-que-vem-nessa-epoca/

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Características de pessoas negativas / Saiba identificar e se prevenir dessa amargura

É preciso saber diferenciar um dia ruim de um estado de humor pessimista. A “amargura” perdura, a pessoa se torna muito crítica, constantemente julgando o mundo e os outros negativamente.

Existe vários motivos que levam a pessoa ficar amargurada. Frequentemente é por não conseguir superar as suas frustrações e seus traumas. Também pode ser por estar insatisfeita com sua própria vida (amorosa, profissional, familiar ou social).

A pessoa negativa costuma ter a característica de:

  • Acreditar que é vítima, responsabilizando os outros pelos seus problemas.
  • Dizer que não teve oportunidades como as outras pessoas.
  • Não conseguir ficar feliz pelo sucesso ou bem estar dos outros. Sente-se inferiorizada, derrotada ou ameaçada quando alguém conquista algo.

As suas mágoas, insatisfações e traumas contaminam os seus pensamentos e comportamentos, a sua forma de levar a vida. Normalmente as suas inseguranças e dores emocionais são projetadas para fora.

A pessoa deixa o ambiente “carregado”, pois ela alimenta a discórdia. O que ela fala se transforma em veneno para si e para os outros. Às vezes nem a própria pessoa e nem quem está ao seu redor percebem todo o mal causado por esse “azedume”.

Existem tipos de amargurados, entre eles:pessoa negativa

  • Tem situações que o veneno é colocado de forma sutil, contaminando a todos, ocorrendo vários desentendimentos entre as pessoas sem que percebam a real causa do conflito (a amargura de uma pessoa). Isso é muito comum em ambiente de trabalho e familiar. Aquele que provoca desavença costuma falar “pelas costas”, apontando pequenos detalhes dos outros como algo muito negativo .
  • Passa a impressão que é “melhor que os outros”, mas no fundo se sente inseguro. Por isso precisa menosprezar e desqualificar as pessoas. Aponta os defeitos dos outros para não enxergar as suas próprias falhas ou os seus problemas. Muitas vezes se sente fracassado, e projeta os seus insucessos nos outros.
  • E tem o ranzinza, inconveniente, que acaba afastando os outros. Esse costuma agredir verbalmente, falando coisas desagradáveis. Deixa o ambiente tenso, pois sempre tem algo ruim para lembrar ou dizer. Geralmente foca na vida dos outros porque não consegue cuidar de si mesmo ou mudar aquilo que o incomoda.

A falta de autoconhecimento e a dificuldade para lidar com as emoções pode deixar a pessoa vulnerável, sujeita a pensamentos negativos. Os pensamentos geram sentimentos, por esse motivo é fundamental refletir como tem conduzido o seu olhar para a vida:

  • Será que sou alguém que olha pelo lado negativo? Desde quando isso acontece?
  • Consigo perceber quando distorço as coisas?
  • O que tem causado esse mal humor ou essa amargura em mim?

É necessário perceber a diferença entre um dia ruim e um estado de humor negativo. Aquele que constantemente foca naquilo que gera mal estar ou angustia, que supervaloriza as coisas ruins e minimiza as coisas boas precisa realizar acompanhamento com o psicólogo.

OBS: a pessoa com essas características pode ter o quadro de Distimia.

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Não quer mais se envolver depois de uma frustração amorosa / Prejuízos que isso pode trazer / Formas de superar

Depois de frustrações amorosas, a pessoa pode ficar com medo de voltar a se decepcionar e sofrer. Por esse motivo ela fica mais desconfiada e arisca:matando o amor 2

  • Evita relacionamento sério. Não dá abertura para o outro se aproximar. Ou apenas se relaciona fisicamente. Cria barreiras para não se envolver emocional. A pessoa age dessa forma porque não quer se sentir “fragilizada” novamente.
  • Ou mesmo quando se compromete numa relação, a pessoa tenta manter certa distância do parceiro para não se sentir vulnerável. Demonstra ser autossuficiente, não precisando da ajuda ou do carinho do outro. Normalmente esse comportamento de “autodefesa” causa muito conflitos, pois o companheiro se sente desnecessário ou descartável na relação.

A pessoa acredita que dessa forma está se “prevenindo” das coisas “ruins” do relacionamento, mas na verdade ela está deixando de viver, de aprender e aproveitar os momentos maravilhosos que pode ter ao lado de alguém. O sofrimento se torna muito maior por não encarar as feridas do passado. Fica aprisionada aos seus medos, com receio de ser “atacada” a qualquer momento. Cria uma armadura que a impede de relaxar e se sentir a vontade com aquele com quem poderia ter uma história bacana.

Com todas essas questões, a pessoa não reflete sobre suas experiências do passado:

  • O que você tem medo que volte a acontecer caso se relacione ou volte a confiar em alguém? O que foi mais difícil no seu relacionamento (pense no durante e no término da relação)?
  • Será que precisa evitar se envolver ou será que precisa identificar problemas ou comportamentos que não ajudavam a ter um relacionamento saudável? Existiam sinais de que alguma coisa não estava indo bem? Você dava a devida importância ou ignorava os sinais?
  • O que pode aprender de forma positiva com o termino do seu relacionamento? Que ferramentas ou soluções você precisa desenvolver ou construir para uma próxima relação?

É importante sim entender o que deu “errado” nos relacionamentos anteriores. Avaliar e aprender com as experiências do passado é importante para não continuar a “repetir” os caminhos que a levaram longe do seu objetivo ou de sua felicidade. O amadurecimento e autoconhecimento podem nascer desses momentos de reflexão, descobrindo um jeito novo de pensar e se comportar, em que haja comunicação, respeito, cumplicidade afetiva e emocional entre o casal.

O fim de um relacionamento não pode se tornar motivo de escudo para afastar os outros pretendentes. Quando isso acontece, pode significar que existem feridas abertas, que independentemente de estar se envolvendo ou não com alguém, ainda assim a pessoa estará perpetuando o seu próprio sofrimento. Nesses casos é importante o acompanhamento com o psicólogo.

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Descubra como encontrar a SUA felicidade / O que é preciso fazer para ser feliz?

A resposta de como encontrar a SUA felicidade vai depender de várias questões, mas existe uma forma da pessoa criar oportunidade para tornar a sua vida mais prazerosa e muito mais próxima do que chamam “ser feliz”. Para começar, é importante refletir:achando a felicidade

  • O que te faz sentir bem de forma saudável?
  • Quais são os seus desejos e expectativas? O que espera da sua vida?

É preciso pensar o que pode ser interessante, prazeroso e importante para si. Mas não adianta ficar só contemplando ou imaginando, tem que “correr atrás” da felicidade. É necessário experimentar para descobrir o que traz motivação para viver. Tem que partir para a ação. Às vezes a pessoa sabe do que gosta, mas não se esforça para proporcionar momentos de alegria ou de bem estar.

Quanto mais possibilidades tiver para sentir prazer, mais chance terá de ficar satisfeita com a sua vida. E quanto mais variedade de bons amigos, atividades de lazer e motivações tiver, mais próximo da felicidade a pessoa estará.

Perceba:

  • Quantas coisas você sabe que te faz sorrir (por exemplo: estar com bons amigos batendo papo; praticar atividade física, dança, pintura; tocar algum instrumento musical, ler livros que te emocionam ou despertam o seu interesse; sentir-se motivado pelo seu trabalho…)?
  • Você cria oportunidades para viver esses momentos? Com que frequência você “pratica” aquilo que te traz satisfação e te deixa contente?

A pessoa não precisa fazer algo extraordinário, não precisa ter uma vida excepcional, viver altas emoções para ser feliz. É possível encontrar a felicidade em coisas aparentemente simples e “pequenas”, tais como: estar com a família e amigos; passear no parque; desempenhar o seu trabalho com prazer; ir ao cinema; dar vazão ao seu lado artístico…

É possível fazer muitas coisas que lhe tragam alegria sem precisar de alguém ao seu lado. Costuma ser um grande problema quando acredita que são os outros (filhos, amigos, marido, esposa, …) que dão sentido para sua vida. Dessa forma, fica muito dependente do estado de humor, da companhia e da vontade deles. Assim, será complicado a pessoa se aceitar e se amar, curtir a vida. Não será fácil ela se sentir feliz por suas próprias conquistas e virtudes…  Por isso é fundamental o equilíbrio, em que saiba conviver consigo e com os outros.

É indicado o acompanhamento com o psicólogo caso a pessoa tenha dificuldade de descobrir o que lhe traz felicidade, ou então, caso ela saiba e se sinta infeliz.

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Quando um projeto inacabado se torna um problema? / Não terminar algo não significa falta de compromisso

É normal a pessoa nem sempre terminar algo que ela começou. Ela pode começar várias coisas, mas não necessariamente ela conseguirá terminar todas elas. Não é porque não terminou todas elas, que não teve disciplina, esforço e suas conquistas. É comum que:busca do sucesso

  • Nem sempre sairá do jeito que ela pensou, podem surgir novas necessidades. Às vezes ela terá que fazer novas escolhas, abrindo mão de um projeto para conseguir dar conta de uma nova prioridade em sua vida. Por exemplo, a mulher tem estabilidade financeira e profissional, mas pretende se arriscar para crescer ainda mais na sua carreira (o que exigiria tempo e dedicação). Nisso ela engravida e decide ter o bebê. Talvez, nesse momento, precisará reformular seus projetos, podendo dar continuidade para eles em outro momento, quando seu filho estiver maior.
  • Não está preparada ou “madura” para realizar o projeto nessa fase de sua vida. Antes precisará se fortalecer emocionalmente, se capacitar profissionalmente ou se organizar financeiramente para então dar continuidade aos seus planos. Por exemplo, quer reformar sua casa, mas percebe que demandará mais dinheiro do que imaginava, sendo necessário economizar mais para conseguir fazer a sua reforma.
  • Nota que estava indo pelo caminho errado, precisando reformular e achar outros meios para conquistar aquele objetivo. Ou reavalia e reflete sobre aquilo que estava querendo. Percebe que não é bem aquilo que gostaria, então muda de idéia, e faz outros planos para sua carreira ou para sua vida pessoal. Por exemplo, está noivo (a), mas pensa bastante e avalia que na verdade não quer casar com aquela pessoa, terminando o compromisso com ela.

Muitos começam e não terminam diversas coisas. Não há nada de horrível nisso. A grande sacada é saber aproveitar de forma positiva com essas experiências que adquiriu nas suas tentativas, aprendendo quais os comportamentos e os caminhos que não valem a pena seguir e quais podem ter uma boa chance de dar certo. Com certeza poderá utilizar esses conhecimentos para o seu futuro, o que fará toda diferença para ter sucesso nos próximos projetos.

Mas é claro que é preciso equilíbrio. Se a pessoa “nunca” consegue dar continuidade aos seus projetos, é importante analisar o que está acontecendo:

  • O que já consegui finalizar? E o que ainda não consegui? Com que frequência não consigo terminar algo?
  • Grande parte daquilo que não consegui está relacionada a uma área especifica da minha vida (por exemplo: profissional, amorosa, …)? Qual será o motivo para essa dificuldade de concluir os meus projetos nesse contexto (problemas de relacionamento, familiares, financeiro, falta de motivação, de não saber o que realmente quer)?
  • Qual o meu grau de comprometimento com as coisas? Qual o meu nível de tolerância para lidar com as frustrações? Tenho dificuldade de me manter motivado?

 

Obstáculos e decepções vão aparecer no caminho. É normal as coisas não saírem conforme planejado. Aprender com as dificuldades é fundamental para se aprimorar. Encare as frustrações e os desafios e seja persistente. A pessoa que espera que sempre saia tudo “redondinho” se frustra muito, e muitas vezes deixa de continuar tentando e lutando por aquilo que é possível conquistar.

Questões emocionais mal resolvidas podem prejudicas na conquista de objetivos, por esse motivo é interessante o acompanhamento com o psicólogo quando a pessoa não consegue entender ao certo o que está acontecendo, o porquê não está obtendo resultados nos seus projetos e objetivos de vida.

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